Jatene em discurso na Alepa reforça o Pará virtual frente ao real

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Na última segunda-feira (01) na abertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa
do Pará (Alepa), o governador Simão Jatene (PSDB) discursou por mais de uma
hora, ocasião que fez o balanço de seu governo, dando ênfase à comparação entre
as suas duas últimas gestões. Na dança dos números comparou o ano de 2015 com o
de 2011, o último e primeiro ano de sua gestão passada à frente do poder
Executivo paraense.
Conforme escrevi por diversas vezes no blog, o governo
Jatene (2011-2015) bateu recordes negativos em relação aos investimentos. Em agosto
de 2013, trouxe à pauta o texto: “Governo Jatene: investimentos ladeira abaixo”
(Leia
aqui
) em que ficou claro, de forma didática, o perverso caminho que seguia
a referida gestão. Meses depois, em maio de 2014, outro texto, agora replicado do
jornal Diário do Pará: “Pará segue na lanterna de investimentos” (Leia
aqui
) sobre o triste cenário que a gestão tucana estava impondo ao Pará. 
No
primeiro mês de 2015, quando iniciava o segundo governo Jatene, o terceiro de
Simão Robson, o único eleito por três vezes ao governo do Pará, escrevi: “Jatene e a sua própria herança maldita”, em que Simão recebia de sí mesmo, um governo em estado de alerta em relação aos investmentos.  O governador sem cerimônias tratou de responsabilizar o
governo federal pelas dificuldades que o Pará vive. Em sua levada dialética
afirmou que se não fosse uma “boa” gestão de seu governo, a situação teria sido
pior.
Ao abrir a sua agenda de dados, Jatene informou que seu governo investiu
em 2015: R$ 1,840 bilhão na área de saúde, o que corresponde a 13,66% da
receita líquida estadual; acima da exigência constitucional que é de 12%.
Também R$ 2,3 bilhões, na área da educação básica, entre recursos provenientes
do Tesouro Estadual, do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e
de convênios. Os gastos com a segurança pública alcançaram R$ 2,3 bilhões, em
2015.
Governador continuou o discurso falando de realizações de
sua gestão em outras áreas, especialmente na malha rodoviária do Pará, que
segundo ele, foi muito bem avaliada pela CNT (Confederação Nacional dos
Transportes) que em relatório afirmou que 23% das estradas paraenses estão em
ótimo ou excelente estado de conservação e rodagem. Jatene se orgulha de ter
23% da malha viária em ótimo estado. Não deveria ser acima dos 50%, no mínimo?
O governador não cita que desde quando reassumiu o Palácio
dos Despachos, em 2011, depois de derrotar nas urnas a petista Ana Júlia, vem
diminuindo dentro do orçamento estadual os repasses para outras regiões do
Pará, o que na prática aprofunda as diferenças regionais paraenses, bem
diferente de seu discurso integracionista propagado aos quatros ventos.
Conforme já abordei por diversas vezes, o discurso é sustentado e quase sempre
inquestionável por conta do forte marketing e propaganda realizados pelo
governo.

E assim mais um ano se inicia, a Alepa como sempre concordando
com as ações do governo Jatene, sem questionar nada, a dinastia tucana
continuará dominando a política estadual, mantendo a todo custo a supremacia do
Pará virtual frente ao real, e assim vamos vivendo.  

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