Mais um capítulo da crise política em Parauapebas

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Ontem, mais um desdobramento ocorreu na longa e duradoura
novela que se tornou a crise política que estacionou na “capital do minério”,
sem ter prazo de acabar. O juiz Líbio Moura pediu o afastamento de cinco
vereadores: Majo da Mactra (PSDB), Josineto Feitosa (SD), José Arenes (PT),
Devanir Martins (PP) e Irmã Luzinete (PV), membros da mesa diretora da Câmara
Municipal no biênio 2013-2014.
O referido magistrado tomou tal decisão conforme as
denúncias e os direcionamentos investigativos da operação “Filisteus” e em uma
“tacada só” promoveu verdadeira reviravolta no tabuleiro político da cidade. Em
um único despacho, 1/3 do parlamento parauapebense será reformulado na próxima
semana.
No mês passado, afirmei em uma análise (na época da prisão
do agora ex-vereador Odilon Rocha) que a crise política estava criando
verdadeiro “cabo de guerra” entre os poderes executivo e legislativo em
Parauapebas. O prefeito empurrando a crise para os vereadores e os mesmos tentando
devolver o problema para o Palácio do Morro dos Ventos, verdadeiro jogo de
empurra-empurra.
O fato ocorrido ontem, no meu entendimento, é favorável ao
prefeito Valmir. Dos cinco vereadores afastados, quatro já estavam na oposição,
com três assumindo tal postura publicamente. A próxima sessão seria fundamental
para saber se o afastamento do mandatário municipal seria uma possibilidade
real. A nova decisão judicial muda tal conjuntura e temporariamente dá fôlego
ao prefeito.

Resta saber se os novos vereadores que serão empossados no
próximo dia 08, fortalecerão o grupo que busca desalojar o prefeito Valmir do
Palácio do Morro dos Ventos ou serão facilmente cooptados pelo mandatário
municipal. Vamos aguardar os novos capítulos desta crise sem precedentes na recente
história política de Parauapebas. A novela continua…

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