Na disputa pelo Palácio do Morro dos Ventos, Marcelo Catalão começa a se fortalecer

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Faltam pouco mais de um ano para a eleição à prefeitura de
Parauapebas. Três nomes despontam como favoritos: Valmir Mariano (atual
prefeito e que deve buscar a reeleição, se conseguir terminar o mandato);
Darcir Lermen (ex-prefeito) e Marcelo Catalão (presidente do Siproduz). Os
bastidores políticos já começam a ferver na “Capital do Minério” e a disputa
pelo Palácio do Morro dos Ventos promete muita emoção.
Na semana passada, o jornal Hoje (periódico semanal que
mantenho uma coluna sobre política, economia, educação, Amazônia e assuntos
atuais relevantes) publicou em sua matéria de capa e uma página inteira em
formato de publicidade, a ação de Marcelo Catalão em Brasília, ocasião que o
referido encontrou o Ministro chinês Wang Wei para tratar de parcerias entre
Parauapebas e a China, fomentando relações comerciais para além do minério de
ferro. Na ocasião, Catalão foi recebido também pelo atual ministro de Pesca e
Aquicultura Helder Barbalho. A estada com o referido ministro, Catalão por
tabela, deve ter tentado viabilizar apoio dos Barbalhos para a sua candidatura
em 2016.
O formato de ação de Marcelo Catalão está claro: discurso
desenvolvimentista, se apresentar como a ferramenta que poderá criar condições
reais de desenvolvimento para além da cadeia de matéria-prima mineral que
Parauapebas possuí e buscar alternativas econômicas que possam fazer a cidade
depender cada vez menos do minério. O discurso está pronto. Por isso a proposta
do encontro em Brasília e fazer questão de divulgá-lo na mídia local.
Catalão é conhecido no atual cenário político de Parauapebas
como a “3º via” ou seja, a terceira alternativa, depois de Valmir e Darci,
teoricamente os favoritos. Ainda é cedo para constatações, ainda mais
políticas-eleitorais, mas o cenário poderá mudar e se tornar aos poucos mais
favorável a Catalão, pois está se criando verdadeiro autofagismo político entre o atual e o ex-prefeito.

O prefeito Valmir Mariano agoniza politicamente e luta para,
pelo menos, terminar o seu mandato. O ex-prefeito Darci ainda carrega boa
musculatura eleitoral, mas possuí alto índice de rejeição. Analisando discursos
nas ruas, a maioria dos eleitores estão cansados de tantos desmandos, o que facilitaria
a projeção de Marcelo Catalão na disputa. A eleição de 2016 na “capital do
minério” promete ser a mais intensa para saber que vai ser o mandatário
município do município mais rico do Pará. Façam as suas apostas.

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