Na disputa pelo Palácio do Morro dos Ventos, a lógica começa a se confirmar

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No período em que estive fora da cidade, em férias, sempre
acompanhei – mesmo de longe – as notícias que estavam sendo vinculadas em
Parauapebas. Neste contexto, diversas pesquisas foram realizadas na “capital do
minério”, de todos os gostos e até de todos os bolsos. Em todas em que pude ter
acesso (no período de quinze dias, recebi e analisei três pesquisas) e em todas
o ex-prefeito Darci Lermen estava na frente, com certa folga.

O atual prefeito e que concorre à reeleição, Valmir Mariano
sempre em segundo, seguido por Marcelo Catalão. As referidas consultas começam
a mostrar, ou melhor, concretizar o que já havia apontado antes de meu recesso:
Darci havia chegado ao seu teto, ao limite de crescimento (em torno de 30% a
40%). O pré-candidato do PMDB cresceu e disparou na frente, mantendo certa
folga, mas essa disparada teria fim e pode ter chegado ao seu limite.
Essa “disparada” em processo eleitoral é normal. Foi mantida
pela própria base que foi construída pelo ex-prefeito em suas duas gestões,
seus correligionários e pelo alto nível de rejeição do atual gestor. Da mesma
forma que o limite de crescimento de Darci ocorre pelos seguintes fatores: alta
rejeição; comparação com a atual gestão; forte marketing institucional da
prefeitura; continuação da entrega de obras e os ataques que estão sendo feitos
ao ex-prefeito.
As referidas pesquisas apontam também que a “3º via” Marcelo
Catalão também cresceu. Ultrapassou em algumas delas os 15%, o que ainda torna
viável e viva a sua candidatura. Se o pré-candidato do DEM nesta altura da
disputa ainda estivesse abaixo dos 15%, estaria consolidada a disputa Darci x
Valmir, sem qualquer interferência.

Como esperado, Valmir começou a percorrer a linha de
crescimento. A cada pesquisa (independente de quem encomendou e realizou) fica
claro o crescimento do atual prefeito. Com a bipolaridade instituída no
processo eleitoral, votos que saem de um candidato, acabam em sua maioria indo
para o principal adversário. 

Valmir ainda deverá crescer mais uns 10 pontos, encostando-se
ao candidato do PMDB, tornando a disputa imprevisível e a mais acirrada da
recente história política parauapebense. Portanto, a eleição mais cara do Pará,
promete fortes emoções na disputa por uma das prefeituras mais desejadas do
norte do Brasil. Aguardem os novos desdobramentos.

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