O Brasil está saindo do sistema presidencialista e indo para o parlamentarista?!

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O título deste texto pode resumir exatamente, ou guardadas
as devidas proporções, demonstrar como está configurado o atual cenário
político do país. Como escrevi recentemente, vivemos inegavelmente uma ebulição
política no Brasil. Com a divisão dos brasileiros, especialmente em dois
grupos: os favoráveis e defensores do governo Dilma e os que criticam o Palácio
do Planalto.
No meio desta semana, o cenário política que já vive grande
turbulência, foi sacudido por Cid Gomes, ex-ministro da Educação, que pediu
demissão depois de ter batido boca com os deputados federais, as quais o chamou
de “achacadores”. Novamente em nova “queda de braço” entre congresso e governo,
os parlamentares levaram a melhor.
Eduardo Cunha (PMDB) eleito recentemente para presidir a
Câmara Federal, impôs significativa derrota ao Palácio do Planalto. Quando o
referido deputado era só mais um parlamentar no meio de centenas, já fazia
crítica ferrenha ao governo e trabalha para impor derrotas ao executivo
federal.
Eleito presidente da Casa, Cunha começaria – agora com mais
poderes e compondo a linha sucessora – a colocar em prática o pesadelo do
governo: relação de forças e tornar o Palácio do Planalto, refém da
governabilidade, especialmente de seu partido o maior da base governista: PMDB.
Analisando os fatos, últimos acontecimentos, fica claro que
há instaurado uma relação de força entre os poderes, especialmente entre a
Câmara dos Deputados e o governo. O Senado (como também escrevi, o presidente
Renan mantém a vida do Palácio do Planalto mais fácil). O problema está na
Câmara, onde os parlamentares chamados de “achacadores” pelo ex-ministro Cid
Gomes, estão.

Eduardo Cunha mostra gradativamente a sua força ao governo,
este extremante fragilizado e errando sucessivamente na condução política com o
Congresso Nacional. Cunha impõe a situação de controle sobre o Executivo, com a
sua maior arma: a governabilidade. Por isso, o Brasil parece a cada dia sair do
sistema presidencialista e vai se tornando parlamentarista. Com um Congresso de
maioria fisiologista, “achacadora” e ainda um governo que erra na relação
política, fica fácil a mudança no regime, pelo menos não oficialmente, mas na
prática. Pior para o Brasil. 

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