O crime consumado será realmente combatido?

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No último dia 08, escrevi sobre a extorsão institucionalizada
que os moradores e visitantes de Parauapebas são submetidos todos os dias, pelo
preço cobrado pelos combustíveis. Com o título “Um crime consumado, até quando?”
busquei provocar e refletir sobre a situação. De quebra, chamar atenção das autoridades
para a problemática das fortes evidências de formação de cartel por parte dos
empresários do setor.
Sem maiores pretensões, espero que o texto postado aqui no
blog tenha ajudado a divulgar a questão e alertar para as devidas ações de
combate ao “crime consumado”, que é a formação de cartel para controlar os
preços dos combustíveis na “capital do minério”. Dias depois a Justiça se
manifestou.
Ontem (12) assessoria de comunicação do MPPA (Ministério
Público do Pará) informou que irá instaurar o PP (Procedimento Preparatório),
etapa inicial para a montagem da peça processual sobre as suspeitas (termo
formal, mas que deveria nem ser citado, pelas provas práticas de tal ação ilícita
por parte dos donos de postos de combustíveis da cidade) de formação de cartel
na comercialização de combustíveis em Parauapebas.
No material de divulgação do MPPA, os promotores informam
que farão a coleta de informações, depoimentos, perícias ou qual outro
procedimento a fim de buscar evidências que comprovem as denúncias. Portanto,
os donos de postos já estão avisados dos procedimentos que serão submetidos nos
próximos dias.
A questão é saber se é válido esse tipo de divulgação, publicidade
sobre uma operação que buscar encontrar provas em relação a um suposto crime
que vem se arrastando por muito tempo em Parauapebas, mantém o seu efeito, propósito,
objetivo? Não seria mais apropriado realizar tal operação sem alarde, se utilizando
do fator surpresa que potencializa as oportunidades de encontro de provas? Ou
divulgar as ações quando estivessem ocorrendo, a exemplo de outras operações
que já foram realizadas por parte da Justiça na cidade? Outra questão: por que
a demora em deflagrar tal operação?
Torço para que os procuradores Franklin Jones Vieira da
Silva e Guilherme Lima Carvalho, da Vara Cível de Parauapebas, tenham êxito em
suas ações. A população não pode ficar refém de meia dúzia de empresários que impõe
suas taxas de lucro à força, infringindo a lei, cometendo crime que lesa o
consumidor.
Mesmo torcendo para que o MPPA consiga provar tais
ilicitudes, coloco em xeque o sucesso do processo, haja vista, que os possíveis
investigados, tiveram acesso às informações de forma antecipada e com isso puderam ter tempo para, quem sabe, escamotear possíveis irregularidades. O “crime
consumado” não pode continuar.

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