O Estado do Pará está no piloto automático?!

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Aos que me conhecem pessoalmente ou aos que me acompanham
nesses quase cinco anos de blog, sabem que levo muito a sério o referido veículo
no qual escrevo quase diariamente. Nos últimos meses com os sucessivos recordes
de acessos, comecei a escrever diariamente, com exceção do domingo, dia que
dedico à família e o planejamento da semana que inicia. Data que também
aproveito (quando é possível, para adiantar as minhas colunas semanais em
jornal e site).
Havia prometido aos familiares que nos últimos 15 dias do
mês corrente, não iria escrever nada no blog de autoria própria, apenas postar
artigos e textos que recebo das diversas assessorias de comunicação que enviam
para o meu e-mail, matérias para serem postadas. Confesso que estava
conseguindo cumprir o acordo com a família, mas a minha inquietude é um dos
maiores obstáculos que carrego.
Moro hoje em Parauapebas, conhecida como a “Capital do
Minério”, um dos municípios brasileiros que mais exportam, estando à 750 km de
Belém, a capital do estado do Pará. Mesmo com as restrições de informação
inerentes a uma cidade de menor porte, mais afastada dos grandes centros
urbanos, me utilizo da internet para tentar – na medida do possível – transpor
essa barreira. Quase que, diariamente, acompanho as notícias de Belém, e
infelizmente, elas são cada dia piores. Isso posso transpor ao estado do Pará
inteiro.
Pergunto: quais boas notícias estamos acompanhando em nosso
Pará, em seus 144 municípios? Só as recorrentes informações negativas:
violência, falta de atendimento de saúde, abastecimento de água, saneamento,
escolas caindo e por ai vai. Qual destaque positivo?
Ao acompanhar essas numerosas notícias negativas chego à
conclusão que o Estado do Pará (coloco agora a questão de governo e não ente
federativo) está no chamado “piloto automático”, ou seja, sem comando, à
deriva, sem rumo, sem comando, deixando os fatos levarem por sei lá, qual
caminho. Diversas crises vem acontecendo e não se acompanha a maior autoridade
do Estado aparecer, justificar ou, pelo menos, apresentar as ações que estão
sendo realizadas para tentar mudar o atual cenário.
Sem levar o texto para o viés político-partidário, mas é
incrível como se sente o “piloto automático” guiando o Estado. Por onde anda o
governador Simão Jatene? De férias? Se não, por que tanto distanciamento? Não é
necessário a sua aparição? Uma justificativa?

Pelo visto, continuaremos a sermos levados pela própria
sorte, sem comando e sem ações efetivas, práticas, vendo aumentar o caos nosso
de cada dia. Portanto, apertem os cintos porque o comandante sumiu!

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