O ex-prefeito Darci dita e controla o ritmo dos bastidores políticos de Parauapebas

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No atual cenário político, em ano eleitoral, nos meses que
antecedem a disputa nas urnas de uma prefeitura bilionária como a de
Parauapebas, tudo estaria conforme os analistas políticos prognosticaram no
final do ano passado: a bipolaridade político-eleitoral entre o ex-prefeito
Darci Lermen (ainda no PT) e o atual prefeito Valmir Mariano (PSD) que tenta a
reeleição. Uma terceira força que estaria correndo “por fora”, com limitadas
chances de vitória, neste caso, seria o atual presidente do poderoso Sinproduz
(Sindicato dos Produtores Rurais de Parauapebas) que reúne forte força
política e recursos financeiros para uma campanha majoritária do porte da “Capital
do Minério”, que promete ser uma das mais caras do norte do Brasil.
Mas como todo processo político é dinâmico, mutável, como bem
disse o saudoso Magalhães Pinto: “Política é como nuvem. Você olha e ela esta
de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”. E dessa forma a política da “Capital
do Minério” foi mudando, tomando outros rumos. Tudo se concentra nos bastidores
e em Darci Lermen. O referido ex-prefeito desde o ano passado ensaia a sua
saída do PT. Ele justifica afirmando que a sua permanência na referida legenda
se tornou inviável pelas atuais conjunturas políticas que o partido em
Parauapebas tomou. Nesse contexto está a opção de dois vereadores (Miquinhas e
Eusébio) de estarem de forma camuflada na base do atual governo.
Além disso, o PT a exemplo de muitos outros municípios
paraenses está na UTI. O partido atravessa severo “inverno”, crise de
identidade e sem articulação. Em Belém, por exemplo, o PT não tem nome para
indicar à prefeitura da capital do Pará. No caso de Parauapebas, além da
estrutura, o direcionamento do partido, coloca contra a parede o ex-prefeito
Darci. Por isso a opção de deixar o PT, tática de sobrevivência política,
evitando assim, um massacre de críticas na eleição, haja vista, que se for candidato
pelo PT, o partido indiretamente apoiando a atual gestão municipal.
O passo seguinte seria a escolha de qual legenda? Diversas
cortejam o ex-prefeito. Sabem que Darci carrega forte musculatura política,
governou a cidade por dois mandatos e possui muitos seguidores. Correndo por
fora, sem alarde, o PCdoB apareceu com uma real opção. No blog do Marcelo “Bacana”
o referido jornalista anunciou que Darci já estaria acertado com o partido
comunista. Inclusive, a estrela maior hoje da referida legenda, o governador do
Maranhão, Flávio Dino, viria à Parauapebas para a filiação do ex-prefeito e que
uma grande estrutura estaria sendo montada para o evento.

Enquanto isso não se confirma, Darci vai ditando o ritmo dos
bastidores políticos de Parauapebas, haja vista, que a sua decisão, o caminho a
ser seguido, interfere diretamente nos acordos e processo de construção de
candidaturas e futuras coligações. Espertamente o ex-prefeito ainda no PT,
deixa para escolher o seu destino na hora certa, analisando todos os cenários e
podendo se dar o luxo de colocar condições às legendas que o querem. Se a escolha
for por uma questão ideológica, o PCdoB deverá ser o caminho, mas se a decisão
seguir critérios politico-eleitorais, uma gama de partidos estão disponíveis
para acomodar uma das maiores densidades eleitorais do sudeste paraense. Darci é
forte, tem voto. Isso é inegável. Por isso dita o ritmo dos bastidores da
política de uma das cidades mais rica do Brasil. Aguardem as cenas dos próximos
capítulos.

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