O Fogo Amazônico Queimando em Brasília

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Muito tem sido dito sobre os recentes acontecimentos em torno da alegada depredação da Amazônia e da responsabilização do governo atual e da sua falta de agenda ambiental. E entre fatos e fakes, todo mundo tem aproveitado o momento pra capitalizar politicamente o acontecido.

Como sempre, o Blog busca dar DADOS (e suas origens) para que o leitor possa entender melhor o que acontece, sem paixões.

Queimadas na Amazônia não são um acontecimento exclusivo deste governo, é lógico. Os maiores picos de queimadas aconteceram justamente nos primeiros anos do Governo Lula, por exemplo. A diferença é que o Governo da época, através de medidas sérias combateu o problema e de fato REDUZIU o números médio de focos de incêndios. Já Bolsonaro, quando confrontado pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), preferiu culpar o INPE, seu Diretor, as ONGs, etc…

 

No entanto, a agência espacial americana (NASA) publicou em seu Twitter (@NASAEarth) que “2019 é o pior ano de queimadas na Amazônia brasileira desde 2010”, confirmando o que foi dito pelo INPE e negado pelo Presidente.

Falta ao Presidente Bolsonaro equilíbrio emocional para lidar com o que não lhe é favorável. Vejam, mesmo com o real aumento do número de queimadas em 2019 (56 mil contra 26 mil do mesmo período do ano passado), isso não teria passado de uma ou duas notas nos jornais, porque TODO ANO isso ocorre. Mas, ao questionar o um dos órgãos mais respeitados no mundo e atacar e demitir seu diretor simplesmente porque não gostou dos números, Bolsonaro atraiu pra si toda a atenção que este assunto nem teria se ele tivesse emitido uma nota de preocupação e dizendo que medidas estavam sendo tomadas pra combater o problema, blá-blá-blá… pronto. Entendam: até a NASA se utiliza dos relatórios produzidos pelo INPE e vem o Bolsonaro, sem NENHUMA evidência científica para apoiá-lo, acusar o instituto de falsificar dados para sabe-se lá que propósito. Mas Bolsonaro, com seu conhecido destempero, disse a respeito dos cientistas do INPE: “Maus brasileiros OUSAM fazer campanha com números MENTIROSOS contra a nossa Amazônia”… como estamos vendo agora, o tempo se encarregou de mostrar quem estava mentindo.

O costume deste governo de TODA SEMANA criar um inimigo, dessa vez, foi um tiro no pé, pois a questão ambiental é seriíssima para o resto do mundo. Boa parte dos acordos comerciais feitos no mundo hoje em dia, têm cláusulas ambientais.

Seus discursos na área ambiental, pauta prioritária mundial, são quase inexistentes, cobertos de: “índios e quilombolas não vão ter um centímetro de terra demarcada”, ou “o IBAMA é uma fábrica de multas”, “tem que deixar o homem do campo trabalhar sem tanta aporrinhação”, etc…

Bom, vamos aos fatos: nesses oito meses de Governo as queimadas cresceram 82%, enquanto que as multas ambientais caíram 29%! Se contarmos os Estados da Amazônia, esse número piora. As multas caíram 49%! E como a própria NASA (que sabemos não ser comunista ou esquerdista) afirma, o desmatamento cresceu e as árvores são queimadas APÓS serem derrubadas (até 19 de agosto, o Brasil registrou 72,8 mil focos de incêndio – dados do INPE).

Gráfico: Blog do Branco – Dados: INPE

Resumindo, amigos. Bolsonaro continua dando mostras que não percebe o tamanho do cargo que ocupa, que tudo o que ele fala e faz, tem imediata e mundial repercussão. E o país continua sofrendo com isso…

 

Referências:

G1, BBC, Twitter e NASA Earth

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Sobre Vicente Reis 21 Artigos
Vicente Reis, 46 anos - “Músico de formação, Programador e Data Scientist”. Viciado em Ópera, Jazz, e-Games, Clube do Remo e Vasco da Gama. Político Cultural, Agente Político e militante de causas perdidas...

2 Comentários

  1. Bom dia.neste domingo lindo d agosto e + uma vez ficar “celebrando” as peripécias deste governo d Capitão-presidente é muito desgastante.O blogger acertou na premissa qdo citar “cláusulas ambientais” qe norteiam os acordos comerciais.É inadmissível como a “fala” deste presidente tem consequências tão desastrosas.É incompatível com a política ambiental.
    O Brasil tem leis ambientais qe determina a proteção d fauna e flora do nosso ecossistema.
    Faz-se necessário que se faça uma consulta em todos os órgãos ambientais p fortalecer e reavaliar os procedimentos pra atender às demandas desta problemática das “queimadas” na Amazônia.
    Sou gestor Ambiental e ñ compartilho com as medidas equivocadas d ministro Ricardo Sales.
    O ministério d MEIO Ambiente ñ tem uma agenda sobre a previsibilidade d ações pra combater este “desastre ambiental” na Amazônia.
    A “fala” d Ricardo sales é sempre paliativa.
    Bom,fazer críticas sem apontar uma solução é muito leviano,podemos destacar alguns pontos p criar ações mitigadoras:
    1-Não jogue bitucas de cigarros na estrada ou em grandes avenidas.
    2-Não deposite lixo, especialmente vidro, em terrenos baldios.
    3-Não queime lixo.
    4-Não solte balões.
    Muitas coisas podem ser feitas para evitar as queimadas e muitas delas são muito simples como não jogar bitas de cigarro em locais onde haja vegetação, latas de metal e garrafas de vidro também não podem ser jogadas em qualquer local, pois elas esquentam com muita facilidade e acabam causando queimadas. Para as pessoas que viajam bastante evitar jogar lixo pela janela do carro é essencial para que as queimadas sejam evitadas. Em caso de acampamentos a fogueira precisa ser feita em locais onde não haja vegetação ou a faça bem perto do rio. Os balões também são um dos maiores causadores de queimadas e por isso não soltá-los é uma maneira de evitá-las.
    Essas medidas são extremamente importantes para diminuir as “queimadas”…só que na Amazônia é + complexo.
    O governo federal e os governadores tem qe ter uma coalizão pra combater esse desastre ambiental.
    As “bancadas” do governo Federal e Estadual tem qe se aliar pra juntos construir uma política ambiental séria,sem qe haja “aproveitadores” qe possa dá um “milagre” nesta questão importantíssima.
    Por que temos que fazer desta temática uma questão de soberania nacional,é uma conquistar qe tivemos ao longo dos anos.desde que ingressei na Universidade essa “pauta” ambiental sempre foi um ponto d discussão.
    É uma desconstrução pautada na irresponsabilidade deste governo á questão Ambiental.

  2. Fórum

    Mais cedo, parlamentares de oposição e representantes de entidades ambientalistas se reuniram na Câmara e decidiram criar um fórum permanente em defesa da Amazônia. O grupo entregou uma pauta a Rodrigo Maia com temas considerados prioritários.

    O documento relaciona os projetos de lei que já estão prontos para votação na Câmara e que, na visão deles, contribuirão para a preservação do ambiente. Também lista as matérias consideradas prejudiciais.
    Fiz uma crítica construtiva sobre o artigo d professor branco e nesta quarta-feira os ex-ministros entregaram este documento p o presidente da Câmara Federal Rodrigo Maia…veja como o contexto d minha análise tinha coerência.

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