O que será do PT depois do governo Dilma?

Compartilhe nas redes sociais.

Em 2010, quando a então candidata à presidência da
república, Dilma Rousseff, foi eleita, mantendo o PT no poder por mais quatro
anos, depois de oito verões amazônicos (contexto regional comparativo) do
governo Lula, muitos me perguntavam sobre o que esperar de um governo petista
sem a sua principal estrela, o então presidente Lula?
Naquele momento, ainda no calor do processo eleitoral, ainda
sem a posse da então presidenta eleita, todo prognóstico seria precipitado, até
leviano, puro palpite, talvez. Mas no referido período disse que – sem dúvida –
a maior mudança seria na forma de gestão. O até então futuro governo Dilma
seria menos político e mais técnico, seguindo o perfil da nova mandatária da
nação. De fato, anos depois, isso se concretizou e explica muito o cotidiano.
Ao escrever sobre a referida questão, afirmei em diversos
textos que o perigo seria o novo governo perder habilidade política, consequentemente
a governabilidade, passando a ficar refém do Congresso Nacional. Bola de
cristal? Não, apenas análise dos fatos, perfil da nova mandatária da nação e
uma dose de palpite político. Anos depois, infelizmente, acertei. Os fatos só
confirmam as previsões feitas.
No encontro do Partido dos Trabalhadores, em Salvador, neste
ano, o assessor especial para assuntos internacionais da presidenta Dilma,
Marco Aurélio Garcia, resumiu em uma frase o que aconteceu a referida legenda:
“O PT perdeu a guerra política”. A frase foi propagada em quase todos os
veículos de comunicação e muito bem usada pelos críticos do governo. O que
teria acontecido para o referido assessor expor publicamente tal fato ou
situação?
O fato trouxe constrangimentos ao Palácio do Planalto, mas
foi a confirmação verdadeira de um fato inquestionável e que colocou o governo
nas cordas, sem alternativas. No ano corrente o PT completa 13 anos no comando
do Governo Federal, três governos passaram e o quarto está em curso (só não se
sabe até quando?) e nesse longo período, sem dúvidas, o PT perdeu a disputa
política em diversas dimensões.
O partido vem acompanhando, quase inerte, o esfarelamento de
sua base, montada historicamente nos movimentos sociais em suas diversas
vertentes. Processo ocasionado pelas próprias decisões do governo, mídia e
poder Judiciário. O atual cenário político e as crises política e econômica do
governo Dilma, podem estarem enterrando as conquistas conseguidas pelo PT nas
gestões de Lula, tornando a permanência petista duvidosa a partir de 2018 (ou
seria antes?).
Está quase certo, confirmado que o ex-presidente Lula estará
na disputa presidencial de 2018. A questão é a dúvida da vitória eleitoral,
antes algo inquestionável. A própria oposição até o início do ano passado,
tinha a certeza que a candidatura de Lula na próxima eleição presidencial, colocaria,
especialmente o PSDB, em mais um longo período de espera, no banco
oposicionista, dos derrotados.

Com o antipetismo batendo nas alturas, o projeto de poder do
referido partido está em xeque. A própria vitória de Lula parece se tornar uma
dúvida a cada dia maior. O ex-presidente está na mira da grande mídia, que
busca “sangrá-lo” diariamente, derrubar a imagem do mito, do grande estadista
que Lula construiu, e pelo visto, está conseguindo, quando pesquisas de opinião
mostram que a indicação de voto no ex-presidente petista vem caindo.

Como se percebe, o governo Dilma, está colocando em risco o
projeto de poder do PT, que com os próprios erros, alimenta diariamente a mídia
e a oposição que querem definitivamente varrer do mapa o Partido dos
Trabalhadores. A pergunta que fica e que intitulou este artigo: “O que será do
PT depois do o governo Dilma?”

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta