Os apagões analíticos

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Quem se propõe a escrever, analisar os fatos cotidianos,
questões atuais, se especializando em abordagens analíticas em uma determinada
área, sabe que, de vez em quando, uma vez por outra, ocorrem os chamados
“apagões”, situação quando não se consegue colocar no papel os fatos que
ocorrem.
Isso acontece até – para quem duvida em ser verdade – com as
mais renomadas mentes, os mais reconhecidos colunistas e escritores, que
escrevem para milhares de leitores. Os “apagões” já me ocorreram diversas vezes
nesses anos de blog. Confesso que o processo chega a ser angustiante, de bater
o desespero, como se a construção das ideias fosse algo intermitente, sem
pausa, continuo. Claro que não.
Quando além do blog, se assume compromissos com colunas semanais
em sites e jornal, a responsabilidade aumenta e com ela o temor desses “vazios”
analíticos. Para quem mantém um blog diário, quase 100% autoral, passar por
isso é complicado. Nesses momentos a saída é postar boas matérias, reportagens
relacionadas de outros veículos e usá-los como “válvula de escape” com intuito
de buscar oxigenar as ideias, os processos cognitivos e recomeçar.
Da mesma forma que esses desafios que aparecem para quem
escreve, há por outro lado, os momentos de efervescência, quando a mente produz
diversas reflexões que vai se sobrepondo a outra. Confesso que também sofro
desse processo. Por isso, resolvi adotar a alguns anos, caderninhos, agendas ou
simplesmente folhas de papel que carrego comigo para todo o lugar. Nunca se
sabe quando vem os “estalos”, é preciso registrá-los, para depois repassá-los
ao computador.

Essa é a vida para quem se aventura no mundo das letras, das
análises dialéticas, da transposição das ideias para o papel, da transformação
de pensamentos em textos, do registro eterno de reflexões e provocações. Entre
“apagões” e “estalos” com ou sem excessos, continuamos a saga prazerosa de
escrever. Vida que segue. 

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