Pará e o seu desenvolvimento “rabo de cavalo” 

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A revista Veja desta semana trouxe aquilo que todos os paraenses já sabem: o Pará passa vergonha, quando falamos em desenvolvimento. É isso o que mostra pesquisa do Centro de Liderança Pública, que contou com o apoio da revista britânica The Economist. O estudo mostrou ao Brasil que o Pará está no vergonhoso 21º no Ranking Nacional de Competitividade. Na área da educação, estamos em 26º lugar, penúltima posição dentre todos os estados do país. Esse péssimo desempenho é resultado de anos de descalabro não só da dinastia tucana que governa o Pará há 18 anos e que completará duas décadas, em 2020. 

O estudo dividido em diversas áreas, setores e macro pilares, em total de dez. São dezenas de indicativos de todos os 26 estados brasileiros e do Distrito Federal. Para formular este texto, escolhi os seguintes critérios: Educação, Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Água, Esgoto e Famílias abaixo da linha da pobreza.

 Educação:  

Divididos em dois setores: Enem e Ideb. No primeiro o Pará aparece no ranking em 16º posição com 33.8 pontos, em um total de 100. Já na questão do Ideb, a situação torna-se calamitosa e vexatória. O nosso Estado configura-se na antepenúltima (25º), apenas a frente do Amapá e Alagoas, entes federativos com orçamento público bem abaixo do paraense. 

Infraestrutura: 

Nesta questão que é definida na qualidade das rodovias que estão sob jurisdição dos estados, o Pará configura na 25º posição com 19,2. Novamente como retardatário perante aos outros entes federativos. O nosso Estado fica atrás na questão da manutenção de suas rodovias, até mesmo de entes maiores como Minas Gerais que possui a maior malha viária do país. Fica à frente de quem não há malha de rodagem sob jurisprudência estadual, portanto, a situação é caótica. Muitas rodovias estaduais estão em estado de abandono, basta percorrê-las. 

Sustentabilidade Social

 Neste quesito, alicerçado pelo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) o Pará aparece em 24º com a nota de 7,8. À frente apenas de Maranhão e Alagoas, estados historicamente em grave crise social que se arrastam por décadas. Diferente da potencialidade econômica do Pará, que carrega consigo, em seu território, muitas riquezas, bem diferente da realidade do seu vizinho e o pequeno estado nordestino. 

Esse cenário é a comprovação do perverso modelo de desenvolvimento econômico que o Pará está submetido há décadas. A geração de riqueza não é capaz de gerar retorno social frente as demandas que surgem e só aumentam e o Estado não as consegue resolver. Esse é o retrato do que produto que o PSDB está deixando na vida dos paraenses. 

Nos critérios água e esgoto, estamos novamente entre os últimos, em 25º lugar. Quem mora no estado, nas regiões atendidas pela Cosanpa (Companhia de Saneamento e Água do Pará) sabem no dia-a-dia como é. A parte atendida é pequena, perante o território paraense. Mesmo assim é altamente deficiente, até mesmo em sua central de operação, em Belém, na capital.

 Outro dado desolador é o ranking das famílias que estão abaixo da linha da pobreza. O Pará aparece em 20º lugar, em último entre os sete estados da região norte. Juntando todos os dados apresentados aqui, mostram que não há evolução social. Mesmo estando entre os maiores exportadores do Brasil, ser um dos maiores contribuintes para o saldo positivo da balança comercial brasileira, o Pará é refém de um modelo de desenvolvimento perverso e de alto custo social. Sem união política ou ações transformadoras, continuaremos a manter o desenvolvimento “rabo de cavalo”, ou seja, para baixo. Até quando?

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