Parauapebas: entre as crises econômica e política

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Parauapebas vive atualmente um cenário de grandes incertezas,
talvez, nunca visto na história recente do referido município. A crise
econômica que se instalou na “capital do minério” em 2013, se aprofundou em
2014, se mantém em 2015 e deverá continuar no próximo ano, com previsão de
retomada do crescimento. Não é novidade que crise econômica em Parauapebas é
cíclica, oscila conforme a cotação da tonelada do minério de ferro (carro-chefe
no volume de exportação da mineradora vale) no mercado internacional.
Especialistas afirmam que a China, a maior compradora do
minério extraído das minas de Carajás, é o país que define o comportamento do
mercado das Commodities, logo se recuperará e no
mais tardar em 2017, estará com a cotação do ferro acima dos 100 dólares,
recolocando as finanças da Vale de volta aos trilhos, o que – por inércia –
recoloca a cidade de Parauapebas em ebulição econômica. Essa gangorra econômica
é típico de cidades ou regiões que dependem exclusivamente de uma única fonte
de recurso.
Aos que pensavam que a crise na economia vivida por
Parauapebas em tempos e tempos seria o pior dos males, o atual cenário político
da cidade, reforça a tese de que nada que esteja ruim não possa piorar. Já
escrevi em meu blog diversos textos sobre a intermitente crise na seara
política que se instaurou na “capital do minério” e que poderá trazer
consequências muito mais devastadoras do que a já conhecida crise econômica
cíclica.

O atual cenário político demonstra que a crise na área está
longe de ter um fim. O autofagismo entre os poderes executivo e legislativo em
Parauapebas, promete “travar” a cidade, criando verdadeiro caos administrativo,
aliado a baixa atividade econômica, promovendo futuro – pelo menos – a curto
prazo preocupante. Conforme abordei em outros textos, a teoria da “Maldição dos
recursos naturais” no caso de Parauapebas, deixou de ser restrito ao aspecto
econômico e passou a interferir na política. Pobre cidade rica.
* Originalmente publicado em minha coluna semanal no jornal Hoje de Parauapebas

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