Parauapebas: precisa-se de vereadores, urgente!

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Entre as diversas vagas ou oportunidades de empregos que são ofertados diariamente em Parauapebas, a de vereador deveria ser mais uma opção para quem quer trabalhar ou exercer bem as atribuições que o cargo requer. Talvez, entre as possibilidades de preenchimento funcional, a de legislador municipal seja a de maior urgência para a cidade.

Tudo começou no dia 1º de janeiro de 2013, quando os 15
vereadores eleitos tomaram posse para a legislatura 2013-2016 no antigo prédio
da Câmara Municipal de Parauapebas. Do total que tomou posse (15), apenas três
foram reeleitos: Miquinha (PT), Euzébio (PT) e Odilon (SD). Doze novos
parlamentares iriam conduzir o poder legislativo da cidade mais rica do Pará. Renovação
de 80% das vagas. Isso já sinalizava que a sociedade queria e esperava
mudanças.
A renovação na vereança municipal impressionou, os eleitores
parauapebenses esperavam novo ciclo legislativo na cidade. Vereadores que
fizessem bem feito as suas atribuições constitucionais: fiscalizar o Executivo,
propor ações e debater modelo de desenvolvimento para a cidade. Esse sonho parece
que aos poucos ruiu ou foi ruindo em doses homeopáticas.
Os anos de 2013 e 2014 foram “mornos”, sem ações ou
repercussões. Alguns ensaios de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) e
cobrança pelo lado oposicionista da Casa de Leis foram os ápices entre os
legisladores. A princípio se constituiu o G5 (Grupo oposicionista a gestão do
prefeito Valmir), depois o grupo foi variando subindo, descendo, dependendo do
contexto e das estratégias políticas, chegando ao máximo de oito componentes
(G8), quando passou a ser maioria na casa.
Tudo mudou, ou melhor, piorou, quando estourou no início do
ano, a crise política em Parauapebas, com a manobra para afastar o prefeito e
empossar a vice Ângela Pereira (PTB). A guerra estava declarada entre os
poderes Executivo e Legislativo. Em política a disputa em muitos casos
acontecem muito mais nos bastidores do que na luz do dia, de forma pública. O
privado se torna público quando não foi resolvido nos bastidores. Simples
assim.
Nas recentes ações do MPE (Ministério Público Estadual), via
GAECO (Grupo de Ação Tático de Combate ao Crime Organizado), a inércia da CMP
piorou de vez. As últimas sessões foram deprimentes, sem nenhuma ação em prol
do município. Os encontros dos vereadores se resumem a apresentação de
requerimentos ao poder Executivo para a realização de pequenas intervenções
como limpeza, recolhimento de entulhos, asfaltamento, iluminação e sinalização
de vias públicas e reparo em pontes e praças. Hoje o Poder Legislativo de
Parauapebas se resume a requerimentos e só. Não se debate ações em prol da
cidade, não se fiscaliza ou cobra efetivamente o Executivo.
E pelo visto deverá continuar assim por muito tempo até,
quem sabe, o final de 2016. As eleições municipais do próximo ano serão
fundamentais para mudar essa realidade do Poder Público em Parauapebas. Mas
quem garante que ampla renovação na CMP garantirá mudanças ou melhorias? Em
2012 a reformulação foi em 80% das cadeiras e o resultado foi o pior possível
em termos de produtividade.
Parece que os nobres vereadores, neste momento, sem exceção, estão “devendo” algo, pois, a cada sessão o clima de velório entre os
parlamentares aumenta. Tenho a impressão que estão torcendo para acabar logo o
semestre legislativo, saírem em recesso e quem sabe, repensar as estratégias
para o término do ano. Sabem que a onda de denúncias contra a CMP poderá
colocar em xeque as suas pretensões políticas e provocar ampla renovação na
Casa.

O atual período legislativo (2013-2016) acabou, não há nada
a ser feito. Praticamente quatro anos de atraso, sem ações legislativas que
possibilitassem melhorias significativas para a cidade. Por isso afirmo:
“Parauapebas, precisa de vereadores, urgente!”

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