Parauapebas: PT vai de Valmir

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Em mais um capítulo da disputa política-eleitoral em
Parauapebas, ontem foi noticiado à adesão do Partido dos Trabalhadores a
campanha de reeleição do prefeito Valmir Mariano. As conversas estavam bem
adiantadas sobre o apoio da referida legenda ao candidato Marcelo Catalão
(DEM), inclusive a parceria sendo noticiada como forma de fortalecer a
candidatura do presidente licenciado do Sinproduz, mas os rumos mudaram.
Segundo o que foi noticiado pelo blog “Sol de Carajás”, a
mudança foi debatida internamente e teve grande influencia dos dois únicos
vereadores do partido: Miquinha e Eusébio, que “costuraram” o acordo com a
direção municipal petista, culminando no anúncio da adesão ao prefeito. 
Recentemente
o PT ensaiou o lançamento de candidatura própria ao Palácio do Morro dos
Ventos, em que se especulava que o vereador Miquinha seria lançado para a
disputa ao paço municipal. Tudo não passou do famoso “balão de ensaio”, muito
recorrente em ano eleitoral, especialmente nos meses que antecedem a disputa. Os primeiros sinais desta parceria já apareceram quando o prefeito Valmir Mariano participou da prestação de contas anual promovida por Miquinha, em Palmares Sul, seu principal reduto eleitoral. Se o referido parlamentar estivesse, de fato, na oposição, não teria sentido o mandatário municipal se fazer presente. Ou teria?
Já escrevi este ano dois textos sobre a postura do PT,
promovendo análise sobre o partido e produzindo críticas construtivas. Os
vereadores Eusébio e Miquinha sempre negaram qualquer vinculo com a gestão
Valmir. Mesmo quando estavam apoiando projetos ou votando favoravelmente ao
governo, continuavam a negar. Segundo o blog citado aqui, ambos tiveram papel
fundamental na mudança de rumo e no apoio ao projeto de reeleição de Mariano.
Os dirigentes petistas da “capital do minério” romperam
qualquer contato com o ex-prefeito Darci Lermen e deixam isso público.
Portanto, só restaria ao partido apoio a Valmir ou a Catalão. Apostaram em quem
tem a máquina e quem ainda tem potencial crescimento no processo eleitoral.

Pelo visto é perda de tempo cobrar do PT parauapebense
qualquer linha ideológica ou programática de atuação. Já deixaram isso de lado
em nome da sobrevivência política, mesmo que, para isso, tornem a legenda uma agremiação
política de aluguel, disponível aos “melhores” acordos.

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