Pesquisa Ibope confirma o desastroso governo Temer

Compartilhe nas redes sociais.

A porcentagem da população que considera a gestão provisória
do presidente em exercício Michel Temer boa ou ótima é de apenas 13%, de acordo
com pesquisa realizada pelo Ibope sob encomenda da Confederação Nacional da
Indústria (CNI). A parcela dos entrevistados que avalia a atual gestão como
ruim ou péssima é de 39%. Já os que consideram o governo regular são 36%.
Outros 13% não souberam ou não quiseram responder. Todas as variações ocorreram
dentro da margem de erro máxima de dois pontos porcentuais.
De acordo com a pesquisa, 53% dos entrevistados desaprovam a
maneira de governar de Temer desde que ele assumiu, em meados de maio. A
proporção dos que aprovam a gestão é de 31%. Não souberam ou não responderam
16%. A CNI e o Ibope também perguntaram sobre a confiança em relação ao
presidente em exercício. A parcela dos que não confiam nele é de 66%. O
porcentual daqueles que confiam na pessoa do presidente é de 27%. Outros 7% não
souberam ou não quiserem responder sobre a confiabilidade de Temer.
Em relação à Dilma, houve melhora na popularidade, porém
pouco significativa. Dos entrevistados, 44% consideram que a gestão de Temer é
igual a da presidente afastada. Outros 25% avaliam que a atuação do presidente
em exercício é pior do que a sua antecessora. Dos entrevistados, 23% disseram
que a gestão de Temer é melhor do que a Dilma. Outros 8% não souberam ou não
quiserem responder. Na última pesquisa divulgada pelo CNI, a porcentagem da
população que desaprovavam a maneira de Dilma governar era de 82%.
Políticas públicas. A pesquisa mostra um recuo na
desaprovação da política no combate ao desemprego. Na gestão de Dilma, 86%
desaprovavam o governo nessa área, hoje, na gestão Temer, o número caiu para 67%.
Também caiu a desaprovação das políticas do governo, em comparação à gestão
Dilma, no combate à fome e à pobreza (de 69% para 63%), na educação (de 74%
para 64%), na segurança pública (de 84% para 72%) e no meio ambiente (de 68%
para 55%).
Na consulta, somente 16% aprovam a aplicação da taxa de
juros; em relação aos impostos, apenas 17%. A pesquisa mostra ainda que a
parcela dos entrevistados que percebe o noticiário mais desfavorável ao governo
é de 40%, enquanto aqueles que vêm o noticiário mais favorável são 18%. O
porcentual dos que enxergam o noticiário nem favorável nem desfavorável é 25.
Na pesquisa, em menos de dois meses de governo, houve um
grande número de não respostas. Os questionamentos foram feitos entre os dias
24 e 27 de junho. Foram ouvidas 2.002 pessoas em 142 municípios. O grau de
confiança da pesquisa é de 95%.
‘Padrão Dilma’. Na avaliação do cientista político e
professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Marco Antonio Carvalho Teixeira, os
13% de avaliação ótima ou boa do presidente em exercício mostram que
ele tem um “padrão Dilma” de aprovação. “A presidente (afastada)
tinha uma aprovação de 11%, ou seja, (a avaliação de Temer) está dentro da
margem de erro, de um governo dentro do padrão Dilma. Em termos de percepção da
sociedade, a sensação é que as coisas permanecem como estão e o governo é o
mesmo, apenas com outro comando”, disse Teixeira.
Para o professor da FGV, “do ponto de vista político,
assim como no governo Dilma, o governo Temer segue na lama”, diante das
dificuldades políticas previstas diante da impopularidade do presidente em
exercício. “Quanto mais Temer tiver problema de popularidade, maior será o
custo no Congresso e isso ocorreu justamente com Dilma. Esse custo é ainda mais
alto considerando que estamos em ano eleitoral e os parlamentares avaliam ainda
mais o impacto de suas decisões”, afirmou.
Ainda segundo Teixeira, outro fator que prejudicou Temer na
pesquisa é o fato de ele ter escalado para o governo ministros investigados
pela Justiça. “Sobre o aspecto da probidade, o governo Temer não fez
mudanças e preferiu priorizar acordos políticos. O custo social é amplo”,
concluiu.

Fonte: Estadão (Com adaptações)

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta