PMDB assumirá articulação política do governo. Acerto ou erro?

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O atual ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha (PMDB) foi
convidado pela presidenta Dilma Rousseff para assumir a Secretaria de Relações
Institucionais (SRI), pasta responsável pela articulação política do governo,
chefiada até então por Pepe Vargas (PT). A escolha é estratégia inegável do
Palácio do Planalto para aproximar o PMDB do governo e facilitar a vida do
executivo que anda difícil no Congresso Nacional, chefiado pelos peemedebistas
Renan Calheiros (Senado Federal) e Eduardo Cunha (Câmara Federal).
A questão é saber se a escolha foi certo ou erro? Colocar o
PMDB na articulação política do governo ajuda em que? Torna o referido partido
mais “amigo”? Ou daria mais munição ao PMDB que agora controlaria a relação
política entre o executivo e legislativo, manobrando as negociações a seu favor?
Eliseu Padilha é um dos mais antigos do partido. Têm
experiência, foi ministro dos transportes no governo de Fernando Henrique
Cardoso e sempre esteve na primeira fileira do PMDB nas escolhas para o 1º
escalação do Palácio do Planalto, independentemente de partido.
Sabe bem como negociar com o Congresso e mais ainda com o
seu próprio partido. Se analisarmos dessa forma, Dilma poderá ter maior
facilidade com os parlamentares. Mas se Padilha se utilizar do cargo para
tornar o governo mais refém ainda do PMDB? Ou manobrar a governabilidade mais
favorável ainda ao partido e não ao governo?

Dilma arriscou e apostou no PMDB no comando da articulação
política, área que o governo acumula erros e baixo retorno aos interesses do
governo. A função, aliás, em alguns casos, tornou-se decorativo, haja vista,
que a Casa Civil passou a tratar as relações políticas do Palácio do Planalto.
Se Dilma acertou ou se errou as próximas semanas poderão dar o indicativo da
situação. De qualquer forma, conforme escrevi em outros posts, quem manda é o
PMDB. 

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