PMDB e o seu eterno fisiologismo político-partidário

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Nesta semana em Brasília, o PMDB (Partido do Movimento
Democrático Brasileiro) realizou o seu congresso nacional, com a presença de
suas principais lideranças para a apresentação de propostas, projetos e
diretrizes políticas ao Brasil. No evento, os presidentes da Câmara (Eduardo
Cunha) e do Senado (Renan Calheiros), deputados, senadores e governadores discursaram.
A fala mais esperada era justamente do vice-presidente da
República, Michel Temer. A expectativa faz sentido. Temer é o segundo na linha
de sucessão presidencial e preside o PMDB, a maior legenda da base do governo
Dilma. Qual caminho seguir? Qual a orientação ao partido? Se manter fiel a
Dilma ou se deixar picar pela “mosca azul”?
Por questões éticas, Temer não pode defender publicamente
qualquer ação ou movimento de afastamento de Dilma. Teve postura correta no
congresso peemedebista. Deixou claro que Dilma governará até o último dia de seu
mandato, mas que o PMDB poderá ter candidatura própria à Presidência da
República, em 2018. Temer mesmo não sendo o articulador político do governo,
função que exerceu oficialmente e a deixou recentemente, sabe que precisa
acalmar o seu partido. No PMDB existem diversas alas que defendem o rompimento
imediato com o Palácio do Planalto. Alguns parlamentares peemedebistas já não
fazem parte do governo só não assumem publicamente, isso é confirmado com as
derrotas governistas no Congresso Nacional.
Conforme escrevi por diversas vezes, o PMDB deveria ser hoje
a principal legenda política do país. Talvez seja se considerarmos a musculatura
eleitoral do partido que mais tem representatividade em solo brasileiro, mas
não disputa a Presidência desde a década de 1990, quando permitiu a instauração
da polarização entre PT e PSDB, que domina o país desde 1994.
Muitos analistas políticos afirmam que a polarização entre
petistas e tucanos está desgastada. O modelo de gestão de ambos cansou o
eleitor. O PMDB parece ter percebido isso. Não por acaso resolveu ser mais
presente, prático e apresentar propostas ao Brasil, como em um ensaio, de olho
em 2018.
Será que o PMDB deixará o seu perfil fisiologista de ser
governo independentemente de partido ou núcleo de poder? Teria a postura de ser
protagonista na próxima eleição, disputando com candidatura própria à
presidência da república? Ou seria mais um jogo de cena, em busca de mais
espaço no governo Dilma?

Como se percebe, independente do caminho que a legenda irá
tomar, o PMDB sendo sempre PMDB. 

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