Prefeito Valmir espanta a crise e volta a controlar as peças do tabuleiro político

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Quem acompanha política sabe que a instabilidade, mudanças
de cenário, ocorrem o tempo inteiro, independente da esfera ou nível de
governo. Em Parauapebas não poderia ser diferente. Há exato um mês, a situação
do prefeito Valmir Mariano (PSD) estava insustentável. As especulações eram que a
qualquer momento o mandatário municipal seria afastado do cargo pela avalanche
de denúncias que pairam sobre a sua pessoa.
No campo legislativo, no referido período ocorreu grande
reviravolta na Casa de Leis, cinco vereadores foram afastados e seus suplentes
assumiram. Entre os novos estava Antônio Massud (PTB), marido da vice-prefeita Ângela
Pereira (PTB), e que prometia derrubar o prefeito. De imediato o referido edis
em diversos pronunciamentos, fazia tremer as estruturas do Palácio do Morro dos
Ventos. Muitos governistas davam como certo o afastamento do prefeito.
És que tudo isso é passado. Tudo mudou e agora Valmir está
por cima, revertendo (pelo menos aparentemente) a crise política. O que
rapidamente fez mudar o cenário? O que teria ocorrido nos bastidores para que o
prefeito vira-se a mesa e volta-se a controlar o jogo político, as peças do
xadrez?
Talvez, parte dessa mudança está no processo de articulação
política. Antes, o governo não conseguia construir bases, pontes do processo de
relação institucional entre os poderes executivo e legislativo. Para essa
missão foi escalado Wanterlor Bandeira, ex-vereador e servidor da Câmara
Municipal, e que teria que usar toda a sua experiência na área para salvar –
dentro das suas atribuições – o mandato do prefeito, em risco com as
movimentações dos vereadores que estavam – naquele momento – com maioria numérica
e caminhavam para afastar o chefe do executivo municipal.
Após assumir o cargo, Wanterlor já enfrentou duas sessões na
CMP. Em poucas semanas a pressão mudou, os discursos inflamados contra o
prefeito sumiram e o grupo oposicionista (que chegou em 11) se dissolveu. A
Casa de Leis voltou ao marasmo costumeiro. Discursos na tribuna sem efeito
prático e enxurrada de requerimentos que quase sempre são engavetados, sem
atendimento pelo executivo.
A novidade seria a mudança de lado dos vereadores Bruno
Soares (PP) e José Pavão (SD) que eram críticos ferrenhos ao governo Valmir e
agora, se apresentam como defensores do Palácio do Morro dos Ventos. A
justificativa (como em um jogo ou discurso ensaiado) seria que a crise política
vivida por Parauapebas estava se agravando e a cidade poderia pagar preço alto por
isso. Assim, sem cerimônias, os referidos parlamentares mudaram de lado. Bruno,
inclusive, deverá já na próxima sessão ser o novo líder do governo no
legislativo, desbancando Zacarias de Assunção (PP) da função.

Os meios que fizeram rapidamente mudar o cenário político da
cidade, revertendo o quadro favorável ao prefeito não são desconhecidos. Incluí
acordos não muito republicanos. No caso dos vereadores que passaram a ser
governo a conhecida moeda de trocas são as secretarias municipais, que ficam
sob controle dos parlamentares. Como se pode perceber, tudo voltou a
normalidade na “Capital do Minério”. O prefeito Valmir terá agora menos pressão
e poderá, se quiser e souber usar o cenário favorável a seu favor, para
trabalhar, tirar a sua gestão da inércia administrativa e quem sabe, ainda
poder salvar a sua reeleição. Falta menos de um ano…

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