Pressão os tucanos batem em revoada para longe. Esse é o modo do PSDB governar no Pará

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Uma das maiores virtudes de um líder político, de um grande
gestor é, sem dúvida, a sua capacidade de gerenciar crises, de se manter na
dianteira de qualquer situação negativa de seu governo e de sua gestão. Até
porque um prefeito ou governador, por exemplo, são referências não só para seus
correligionários ou simpatizantes, mas de todos os cidadãos para qual governa.
Essas virtudes e qualidades não podem ser atribuídas ao governador
do Estado do Pará, Simão Jatene e o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, ambos
do PSDB. Os referidos hoje são as figuras de maior representatividade no ninho
tucano paraense. Jatene e Zenaldo estão neste momento bem longe de suas cadeiras de gestores.
O governador está na Argélia, país africano, buscando “aumentar as relações
comerciais entre o referido país e o estado do Pará”. Assembleia Legislativa
autorizou o chefe do executivo paraense a ficar 12 dias fora do Pará. Tempo que
daria para o governador fechar parceria em vários países do continente
africano. Zenaldo no Cone Sul do continente americano.
O que chama atenção no caso de Simão Jatene foi que a viagem
à África aconteceu em plena crise na educação pública paraense, greve dos
profissionais da área que se arrasta por dois meses. No ano passado o
governador tucano em outra crise, a de segurança pública, em que os praças da
PM ficaram aquartelados em muitos prédios da Polícia Militar. Na ocasião o
governador viajou ao Velho Continente, desembarcando na França para receber um
prêmio. A ocasião durou uma hora, mas Jatene passou vários dias com sua
numerosa comitiva em solo francês.
O governador do PSDB já possui histórico em relação a
viagens “oficiais” que, inclusive, aumentou muito em seu 2º mandato. As de
interesse internacional “coincidentemente” acontecem quando o seu governo passa
por momentos difíceis, recebe pressão ou duras críticas.
Em nível municipal, o prefeito da cidade de Belém, capital do Pará,
Zenaldo Coutinho (PSDB) também resolveu arrumar as malas e desembarcar em Montevidéu,
capital do Uruguai. O que chama atenção no deslocamento do chefe do executivo municipal é que a justificativa é de motivo “particular”. Ou seja, Zenaldo não foi na condição de prefeito a capital uruguaia, mas sim, como cidadão comum.
Novamente, por coincidência no momento que homologou o
aumento da tarifa do transporte público para R$ 2,70, provocando revolta e
indignação dos usuários que precisam utilizar um transporte de péssima
qualidade. O prefeito de Belém assinou e se mandou para o referido país do Cone
Sul.

Ao serem pressionados os tucanos parecem fazer jus a sua
habilidade natural: bater asas e voar, de preferência para bem longe, deixando
para trás os problemas e esperando a pressão baixar. Esse seria o modo do PSDB
governar? Pelo menos no Pará parece que sim. O ex-governador Almir Gabriel
tinha razão… 

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