PSDB apoiará sem “apoiar” o possível governo Temer

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Em pleno curso do processo de impeachment da presidenta
Dilma Rousseff, o PSDB até então o maior partido da oposição, parece viver
intensa esquizofrenia política. Em um passado bem recente, os tucanos mantinham
a defesa jurídica de cassar a chapa de Dilma e Temer da eleição de 2014 no TSE.
Defendiam novas eleições ainda em 2016. A proposta era derrubar os dois em uma
mesma “tacada”.
Como bem sabemos, política é algo em intenso processo de
mutação, ou seja, muda a todo o momento, dependendo da necessidade ou das
conveniências atuais. Por conta disto, em novo contexto, Dilma está em plena
eminência de cair, sofrer impedimento em definitivo, e com Michel Temer
assumindo o posto mais alto do país. Com isso o PSDB ficou no caminho
novamente. Ser ou não ser governo? Ajudar um possível governo Temer? Ficar na
oposição e se preparar para 2018?
Os tucanos sabem que nada está garantido para o próximo
pleito presidencial, se mantendo o “calendário democrático”, pois continuam
fora das primeiras posições nas pesquisas que já são feitas. Se apoiar o
governo Temer e o PMDB fizer em dois anos o que muitos duvidam: tirar a
economia da crise e recolocar o país no rumo do crescimento? Como ser oposição,
tendo apoiado o governo? E a quanto afetará as pretensões tucanas em 2018?
Nas últimas horas ficou definido que o PSDB irá compor o
novo governo, caso o impeachment de Dilma ocorra. Nos bastidores já ocorrem
contatos avançados para a divisão de cargos e espaços na gestão Temer. Com
isso, se confirma que o PSDB depois de 14 anos volta ao poder. Mas os tucanos
sabem que terão que apoiar com certo distanciamento para manter – se possível –
certa coerência e futuramente desembarcar do governo sem maiores rodeios.
Michel Temer tem como característica ser apaziguador de
conflitos. E para isso, mesmo antes da possibilidade concreta de assumir, já
deixa claro aos pretensiosos aliados que não concorrerá à reeleição em 2018.
Decisão clara para não criar conflitos nos arranjos de seu possível governo.
Então, possivelmente, o PSDB, até 2018, apoiará sem “apoiar” o possível governo
Temer. 

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