PT abandonou Dilma no processo de impeachment

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Caminhamos nas próximas semanas para a definição do longo
processo de impedimento da presidenta Dilma Rousseff, afastada do cargo desde o
dia 12 de maio. Todos os ritos do impeachment foram e ainda estão sendo seguidos.
Seu prazo limite é de 180 dias, mas deverá ser encerrado na metade deste tempo.
Pela lógica e como o processo se configura, Dilma não deverá retornar ao
Palácio do Planalto. Michel Temer passaria de interino para definitivo e
governaria até dezembro de 2018.
Analisando os acontecimentos, incluindo nas observações
comportamentos, um ponto me chamou atenção: o papel e atuação do PT. Desde o
afastamento da presidenta, o partido e seus principais líderes, dentre eles o
maior: Lula, se mantiveram em reservada postura. Nenhuma defesa mais
contundente ou organização de eventos ou ações em defesa da manutenção do
mandato de Dilma.

Sinto que o PT abandonou (ou se me utilizar de eufemismo,
fez “corpo mole” na defesa da presidenta). Por que? O que levou o partido a
tomar tal postura? O que justificaria tal comportamento?
Parece que o PT já percebeu que o processo de impeachment é
irreversível. Não há o que fazer a não ser comunicação protocolar, discursos
prontos e críticas corriqueiras. O próprio partido parece adotar a linha mais
defensiva, reservada, evitando assim maiores exposições ou ataques.
Outra tese seria a de que o Partido dos Trabalhadores já
teria deixado Dilma de lado e concentrado suas forças em Lula, já pensando em
2018. Neste momento, o mais importante é salvar o ex-presidente que se tornou
réu na operação “Lava Jato” e que poderá se tornar inelegível para a próxima
disputa presidencial, o que afundaria de vez o PT.
Desta forma o partido já teria assumido oposição a Temer e
fixado território do lado oposto ao governo, retornando as origens e a posição
que fez o partido crescer e que o faz se sentir mais à vontade, sem as amarras
institucionais e o desgaste de ser “vidraça”.
Como se percebe a velha postura de “entregam-se os anéis e
salvam-se os dedos” foi utilizada pelo PT, buscando se salvar e se manter
competitivo para 2018. Confirma-se também a total dependência do partido a
Lula. Mais uma vez o “lulismo” se sobrepondo ao petismo. Tchau, Dilma.

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