PT x PT e o futuro do governo Dilma

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Na semana passada foram anunciados pelo governo Dilma os
cortes que serão feitos para economizar – pelo menos – 70 bilhões de reais em
2015. Nada escapou do “pente fino” dos Ministérios do Planejamento e Fazenda. O
tão famoso pacote fiscal que foi arquitetado pelo ministro Joaquim Levy para
salvar o governo Dilma de quebrar e aprofundar a recessão econômica (não aceito
o termo “crise” que a mídia estrategicamente vende à todos).
O governo Dilma não tem saída. Precisa colocar em prática o
ajuste fiscal, as medidas “indigestas” que são necessárias para recolocar a
política econômica de volta aos trilhos e salvar as conquistas sociais que o PT
fez no Brasil desde quando chegou ao poder, em 2003.
Os ajustes na área fiscal tem alto preço. Pelas medidas que
são guiadas pelos cortes em várias áreas e aumento de impostos, a tendência é
que os índices avaliativos do governo Dilma despenquem e cheguem a patamares
bem baixos, para a festa da oposição e parte da mídia.
Os protestos estavam restritos a mídia e a oposição, mas com
o anúncio oficial das medidas de cortes nos gastos e aumento de impostos, além
dos locais da “tesourada” o próprio PT (Ou se preferirem a ala mais à esquerda,
conservadora e até vários moderados) tornaram públicas diversas críticas as
ações das áreas do Planejamento e Econômica do governo. Diversos líderes
petistas criticaram as medidas e até pediram a saída de Joaquim Levy. O cenário
que o governo não queria ou tentou evitar, para não piorar a sua imagem e
avaliação.
Com a oposição tendo voz, encontrando apoio em grande parte
da sociedade e de grande parte da mídia conservadora; a base aliada em
frangalhos e agora as críticas vindas do próprio PT, partido da presidente, a
situação ficou crítica. As últimas vitórias no campo da articulação política
parecem ser esquecidas, atropeladas pelas consequências do ajuste fiscal.
Escrevi, aqui mesmo no blog, no início do ano, que as
medidas de controle de gastos, ajustes fiscais e aumento de impostos que
estavam sendo formulados e que hoje começam a ser realidade, era a fatura que
estava chegando pelas medidas de renúncia e desonerações que o próprio governo
sustentou por anos e que a conta chegou.

Quem conseguirá evitar o autofagismo petista agora? A
disputa entre os que apoiam e criticam Dilma. A cada dia diminui
quantitativamente os que apoiam o governo, mesmo dentro do partido da
presidente. Pelo visto, o futuro do governo Dilma será muito nublado, instável,
bem difícil, com cada vez menos apoio do PT, o que se pensava ser o último “porto
seguro” do Palácio do Planalto.

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