Quanto vale um feijão?

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A indagação que tornou-se o título deste texto é, talvez, a
mais feita na cidade de Parauapebas nesta semana. Dentre as diversas situações
políticas que ocorrem na capital do minério, a mais recente chamou atenção até
dos mais acostumados e experientes analistas políticos. O vereador João Assis
(SD), conhecido popularmente como o “João do Feijão”, estava até o início da
semana compondo o G-8 (Grupo de vereadores oposicionistas ao prefeito Valmir
Mariano e que quase conseguiram afastá-lo do cargo no início do mês) e agora,
como em um “passe de mágica” passou para o lado governista.
No início da semana escrevi texto sobre as mudanças que o
prefeito Valmir estava promovendo no tabuleiro político da cidade e que as
alterações gradativamente estavam tornando o cenário favorável ao chefe do
executivo municipal. Pois bem, as mudanças foram as recorrentes trocas do
secretariado. Valmir recolocou o seu aliado político e ex-candidato a deputado
estadual, Gesmar Costa (PSD) para chefiar a pasta do meio ambiente municipal. Mas
o “pulo do gato” foi nomear João do Feijão para ser o novo secretário municipal
de Esporte e Lazer.
Os questionamentos que surgem instantemente são: por que o
referido vereador abandonou a oposição e passou para o governo que tanto
criticava? Qual justificativa para tal postura, mudança tão repentina de lado?
Por que deixar o cargo de vereador e assumir uma secretária municipal
irrelevante no que diz respeito a orçamento próprio?

Muitos questionamentos surgem e deverão surgir. Independente
delas, sabe-se que o maior vitorioso na questão é o próprio prefeito Valmir,
que em uma única ação, retoma a sua maioria numérica no legislativo municipal e
enfraquece o grupo que lhe faz oposição. Como sempre chefe do poder executivo
sabe bem como “domar” o legislativo. O caso ocorrido é mais um exemplo do
fisiologismo que muitos parlamentares se submetem. A pergunta que fica no ar:
quanto custa o Feijão?

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