Reforma ministerial: salvação para a crise política do governo Dilma?

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Hoje (02), depois de muitos acordos, conversas, acertos,
reuniões e falatório nos bastidores, foi anunciado a reforma ministerial do
governo Dilma, construído com dois objetivos: as necessidades do ajuste fiscal,
ou seja, redução do custeio, diminuindo ministérios e proporcionar mais espaços
aos partidos “aliados” da base do governo, especialmente o PMDB, para retornar
com a governabilidade.
A princípio, a reforma ministerial iria cortar dez pastas,
mas no anúncio de hoje, o governo Dilma terá 31 ministérios, oito a menos do
que a estrutura anterior. Analisando a reorganização da máquina federal,
percebe-se claramente que houveram diversas fusões, secretárias com status de
ministérios foram incorporadas por novos arranjos institucionais e redução de
cargos comissionados.
O PMDB, maior partido da base governista, ganhou mais um
ministério, agora controlando sete pastas, dentre elas a Saúde, o maior
orçamento federal. O PT, partido da presidenta, ficou com nove. O resto ficou
dividido entre PCdoB, PSD, PR, PDT, PRB, PP e PTB. A montagem desse novo
arranjo ministerial foi feito com muito cuidado, a ordem era evitar ou – pelo
menos – diminuir os descontentamentos da base aliada do Palácio do Planalto.
A questão é saber de que forma a reforma ministerial anunciada
terá impacto sobre a intermitente crise política. O governo espera restabelecer
a governabilidade, acalmando os partidos aliados, especialmente o PMDB,
mantendo assim, o controle no Congresso Nacional e abafando a grave crise
política que estacionou em Brasília e vinha se aprofundando muito nas últimas
semanas.
Se a reforma ministerial não surtir o efeito desejado pelo
Palácio do Planalto, a manutenção do governo Dilma estará em xeque, esperando
só a jogada final, exterminando o rei, neste caso, a rainha. Aguardemos.

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