Sem reforma política, nada mudará

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É inegável que o Brasil vive preocupante crise política e
grande efervescência social. Nosso país está dividido amplamente em dois
grupos: os que apoiam o governo Dilma e os oposicionistas. Nesse universo
dicotômico, ainda encontramos do lado oposicionista os que defendem o
impeachment da presidenta Dilma e ainda intervenção militar no Brasil.
No último dia 13, milhões de brasileiros foram às ruas
defender a reforma política, o governo Dilma e a democracia. No último domingo
(15), foi a vez da oposição ocupar espaços públicos dos grandes centros urbanos
das principais cidades brasileiras.
Mesmo com a esperada guerra dos números entre os lados
políticos, mídia e PM; foi visível que a oposição obteve maior quantitativo nas
ruas. O que deixa acesa a luz vermelha (que não é do PT) no Palácio do
Planalto. Analisando o perfil dos manifestantes do último domingo, a esmagadora
maioria eram brancos, classe média, alguns ricos, mas que tinham algo comum: ódio
contra o PT.
De certo mesmo, deixando a ideologia e preferências
partidárias de lado, o que cada grupo deveria fazer é criar – pelo bem do país
– uma agenda comum pela reforma política. Sem ela não adianta lutar contra a
corrupção; tirar presidente eleito do poder ou esperar mudanças significativas
na política brasileira.
A oposição – como se percebeu ontem – não protesta em favor
da reforma política. Para ela isso é mero detalhe, desimportante. Se limitam
(muito pela miopia política e interesses de classes) a criticar a corrupção no
país, ou atrelá-la a um único partido, como se o mesmo estivesse a inventado.
Pensam que sem reforma política o cenário mudaria, em “puro toque de mágica”.
Sem reforma política não se pode modificar a estrutura política do país.
Por puro corporativismo da classe política e interesses de
muitos que querem manter o “status quo”, ou seja, a reforma política não
interessa. Acabar com o financiamento privado nas campanhas políticas seria um
“tiro certeiro” na estrutura partidária elitizada. No atual modelo a Direita é
favorecida, pois conta com o poder econômico que mantém os seus interesses. Sem
reforma política, nada muda. O resto é “história para boi dormir”. 

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