Será que agora vai?!

Compartilhe nas redes sociais.

No dia 01 de fevereiro de 2015, com 267 votos, Eduardo Cunha
(PMDB) estava eleito como o novo presidente da Câmara dos Deputados, impondo ao
governo importante derrota. Ninguém poderia imaginar que naquele momento estava
iniciando mandato de um dos mais habilidosos políticos da atualidade e que – de
forma – astuta se manteria no poder, mesmo com diversas denúncias e processos
contra ele.
No cargo, em pouco tempo, Cunha ditou um novo ritmo na “Casa
de Leis” e a tornou completamente independente do Palácio do Planalto. Em julho
do ano passado, após o procurador geral Rodrigo Janot aceitar denúncia contra
ele por suspeitas de corrupção e contas secretas no exterior, Eduardo anunciou
o rompimento com o governo e que seria oposição ao mesmo.
No segundo semestre de 2015, em diversas votações mostrou
força e colocou o governo Dilma nas cordas, como escrevi por diversas vezes.
Investigações da promotoria suíça detectou ser de Eduardo Cunha diversas contas
correntes secretas. Na sequência o presidente da Câmara foi acusado de ter
recebido cinco milhões de reais em propina nos desvios ocorridos na Petrobras.
Foi denunciado ao Conselho de Ética da Casa por mentir em depoimento,
enquadrado por quebra de decoro.
Por meses vem conseguindo postergar os processos no referido
colegiado. Se utiliza das mais variadas manobras regimentares para ir adiando,
ganhando tempo. Por isso o processo se arrasta por meses, mesmo estando no
começo, ainda em nível de aceitação por parte da comissão. Quando foi
denunciado por quebra de decoro, atribuiu a manobra ao Palácio do Planalto e
decidiu aceitar o pedido de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, com
clara manobra de desviar o foco, como de fato aconteceu. Novamente voltei a
abordar o processo de autofagismo institucional em Brasília, a crise política
que paralisa o Brasil e aprofunda a recessão econômica.
Quando todos pensavam que Eduardo Cunha estaria tranquilo, cômodo,
sentado na terceira cadeira mais importante do país, anteontem o STF (Supremo
Tribunal Federal) aceitou a denúncia da PGR (Procuradoria Geral da República)
em relação ao recebimento de propina no caso da Petrobras. O processo foi
dividido em duas partes, dois dias. Anteontem (02) seis ministros votaram a
favor da aceitação da denúncia (o que já garantiria o andamento do processo,
haja vista que seria a maioria, já que o STF conta com 11 ministros). Ontem
(04) mais quatro ministros da suprema Corte seguiram os votos de seus pares.
Cunha perdeu por 10×0.
Com essa decisão ele pode ser afastado do cargo dentro de
dias, no máximo em semanas. Perdeu o pouco apoio que tinha na Câmara. Até a
oposição que estava calada, sem emitir opinião, ontem pediu ao presidente que
deixasse o cargo. Eduardo Cunha parece caminhar para o isolamento político,
perdendo a cada dia mais apoios. Com o Conselho de Ética e STF em seu encalço,
parece ser uma questão e tempo para que ele deixe o cargo e que possa até ser
preso.
Ou será que Eduardo Cunha conseguirá se manter “vivo”? No
cargo? Mesmo com todas as denúncias apresentadas, conseguirá manobrar? Quais cartas
ele ainda tem na manga? De certo mesmo é que não desistirá e nem “baixará
guarda”. Será que agora vai?!

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta