Terremoto de grande intensidade atingiu Parauapebas

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Antes
de começar a discorrer sobre o ocorrido na cidade de Parauapebas ontem, justifico
a demora nesta postagem (já que o fato ocorreu a mais de 24 horas da hora de
publicação deste texto no blog) pelo volume de trabalho que tive na data de
ontem. Recebi ontem, durante o dia dezenas de mensagens em rede social,
repassando os detalhes da operação e seus desdobramentos. A noite, em casa,
comecei a filtrar e escrever o texto abaixo sobre o ocorrido.
Ainda não posso
me dar o luxo e ter condição de só escrever, não ter expediente profissional e
me dedicar exclusivamente ao blog. Quando estiver nesta condição, terei a
possibilidade de escrever quase em tempo real dos acontecimentos, investigar
casos e promover os tão famosos “furos” de notícias. Pela demora da postagem,
deixo aqui a minha justificativa e espero que você leitor entenda e continue
prestigiando o blog, que cresce a cada dia em números de acessos. Vamos que
vamos.
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Ontem
(26) foi um dia que Parauapebas não esquecerá tão cedo. Desembarcou na cidade o
Gaeco (Grupo de Atuação especial de Combate ao Crime Organizado) e logo cedo,
no início da manhã colocou em prática 17 mandatos que constavam busca,
apreensão e prisão, emitidos pela Justiça da capital do Estado e solicitados
pelo Ministério Público Estadual. Os agentes chegaram no raiar do sol nas
residências do prefeito Valmir Mariano (PSD), do “famoso” vereador Odilon Sanção
(SD), que ficou conhecido nacionalmente por afirmar que o salário que recebia
como vereador em Parauapebas não daria para sobreviver. Um empresário da cidade
também teve a sua residência ocupada pelos policiais.
O
Ministério Público já vinha investigando diversas denúncias que pairam sobre a
gestão do prefeito Valmir. Os procuradores desmontaram esquema
criminoso oriundo de fraudes em processos licitatórios e superfaturamento de
terrenos desapropriados pela prefeitura; emissão de notas fiscais frias e
desvio de recursos públicos entre membros da câmara e o comércio na região.
O Gaeco é conhecido por rodar o Pará deflagrando
operações de combate ao crime organizado, especialmente em prefeituras no que
diz respeito a desvios de recursos públicos. Estranhava-se que, mesmo com
diversas denúncias, com documentos que comprovavam esquemas duvidosos, não
havia nenhuma ação do Ministério Público na “Capital do Minério”.
Além de residências, os agentes estiveram na
Câmara Municipal (Várias portas de gabinetes de vereadores foram arrombadas
para a apreensão de documentos) e na sede da prefeitura. Encheram camionetes de
papéis que serão analisados. O prefeito Valmir não estava em seu gabinete e nem
foi encontrado nos endereços procurados.
A operação causou
tamanha influência na cidade que a sessão na Câmara Municipal que acontecem
todas as terças-feiras teve que ser encerrada ontem após a solenidade de
abertura. Faltaram 11 dos 15 vereadores da cidade. Ou seja o único dia da
semana de atividade parlamentar em sessão na Casa de Leis da cidade, não
aconteceu. Grande prejuízo para a cidade.

A operação denominada de “Felisteu” foi a maior
vista em Parauapebas. A cidade acordou com camionetes percorrendo a cidade em
vários pontos e policiais de preto correndo para um lado e outro. E deixará
consequências sérias aos investigados. O processo de investigação continuará,
agora em Belém e novos desdobramentos deverão acontecer no caso. 
Esse foi só o
primeiro dos terremotos que prometem ocorrer. Outros abalos sísmicos aconteceram e que farão tremer as
serras que contornam Parauapebas. E o que isso impactará na disputa eleitoral
de 2016 ainda é cedo para avaliar. Muita água ainda passará por debaixo da
ponte…

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