Um mês depois do Tsunami de lama que varreu cidades mineiras, muitas incertezas e indefinições persistem

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No último dia 05 completou um mês do maior desastre
ambiental da história brasileira, quando a barragem de rejeitos de minérios da
mineradora Samarco, de propriedade da Vale, rompeu e despejou mais de 30
milhões de m³ de rejeitos. Um Tsunami de lama varreu o município de Mariana,
especialmente o distrito de Bento Rodrigues. Na sequência do desastre, a lama
desceu por todo o vale daquela região mineira, seguindo o leito do rio Doce,
chegando ao mar, depois de 15 dias.
Passado esse período, muitas incertezas e indefinições
rodeiam o sinistro. O Ibama aplicou pesadas multas (valor máximo conforme a
lei) a mineradora Samarco. Ações governamentais foram ensaiadas para tentar
mensurar os devidos impactos que a tragédia ocasionou. Tudo ainda é muita especulação. O tempo vai passando é a grande mídia vai deixando de lado essa
pauta negativa, agora com o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, a cobertura será ainda menor, o que torna os reparos e as responsabilidades mais distantes
dos cumprimentos e acordos assumidos. Um mês após a enxurrada de lama, ainda
não se sabe os motivos que fizeram romper a barragem e ninguém foi preso.
A tragédia em Mariana fez ligar a sirene do alerta por todo
o Brasil. Se percebeu que as centenas de barragens espalhadas pelo território nacional
apresentam problemas de todas as ordens. No Pará, por exemplo, uma centena
dessas construções, foram reprovadas nos quesitos de segurança. Em Carajás, a
Vale, logo após a tragédia mineira, contratou empresas especializadas, um
verdadeiro exército de profissionais na área, foram destacados e percorreram as
barragens da Vale na serra dos Carajás, e quando tiveram acessos a essas áreas,
verificaram que muito trabalho teria que ser refeito ou feito.

Será que a maior tragédia ambiental da história brasileira e
a maior do ano em todo o mundo não irá deixar lição? Não mudará a relação da
extração mineral com o meio ambiente? A relação de governos com empresas
mineradoras? Pelo visto, muitos questionamentos ficarão no ar, sem resposta.
Impacto ambiental não Brasil ainda é segundo plano. Tudo em nome do
desenvolvimento.

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