Uma crise que cansa!

Compartilhe nas redes sociais.

Sem dúvida, a intermitente crise política brasileira cansa
até mesmo os apaixonados por política, como eu. O que escrever? Simplesmente relatar os fatos que já se tornaram corriqueiros ou que estão em todos os portais de notícias? Apresentar os fatos e em seguida como sempre fiz, refletir e provocar sobre o cenário analisado? Sinceramente, tanto eu quanto os leitores deste blog, devem externar cansaço quando a crise política é abordada, tamanha é a sua abrangência e longividade. Mas, mesmo com essa fadiga intelectual em analisar os fatos, o farei pela insistência análitica que já virou ofício deste jovem blogueiro.

O desenrolar dos fatos os
encaminha para o entendimento que no curto ou médio prazo, independente do
resultado do processo de impeachment, nada mudará, e o que podemos esperar é o
aprofundamento da crise econômica que vai derrubando todas as estatísticas
favoráveis na área.

Enquanto o processo de impeachment da presidenta Dilma
Rousseff avança no Senado, ontem, depois de meses de uma demora injustificável,
o ministro Teori Zavscki, do STF, afastou de suas funções o presidente da
Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Mais tarde, para validar tal ação, o
plenário do Supremo, por unanimidade ratificou o que o despacho do referido
ministro, mais cedo havia determinado.
O Supremo Tribunal Federal vinha sofrendo intensa pressão da
sociedade. O processo contra o deputado Eduardo Cunha chegou à Corte em
dezembro do ano passado, enviado pelo procurador da República, Rodrigo Janot.
Muitos se perguntavam o que falta? Por que a demora em julgar o pedido? Veio
tarde, mas veio. A demora permitiu que Cunha na condição de réu presidisse a
sessão do pedido de admissibilidade do impeachment da presidenta Dilma, no mês
passado.
O que virá? Sem Eduardo Cunha no comando, na linha sucessória
presidencial, caso Dilma seja impedida em definitivo e Michel Temer assuma o
que muda no tabuleiro político do planalto central? A crise até então no
Executivo, passou para o Legislativo?
Tirando o grupo mais próximo, que cerca e protege Eduardo
Cunha, seu afastamento do cargo, foi comemorado por grupos diversos, da
oposição e do governo. Alguns veículos de comunicação divulgaram que o
vice-presidente Michel Temer recebeu a notícia com “alivio”. Cunha é um
personagem político que muitos (inclusive os que foram favorecidos pela atuação
do referido) querem distância.

O afastamento de Eduardo Cunha é só mais um capítulo desta infindável
novela da vida real, que cansa, enjoa, cria ojeriza até aos que acompanham diariamente
os acontecimentos políticos que ocorrem na capital federal. Na questão só quem
perde é o Brasil.

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta