Zenaldo e Pioneiro: as piores avaliações na RMB. O que muda para 2018?

Compartilhe nas redes sociais.

Nestes últimos dias estive na capital do Pará e passei
rapidamente por Ananindeua, município vizinho (o 2º maior do Pará em população)
e que compõe a RMB (Região Metropolitana de Belém), por motivo pessoal,
desembarquei nas referidas cidades.
Além das resoluções de ordem pessoal que me propus a
resolver, não deixei de conversar sobre política e as gestões do PSDB nas duas
maiores cidades do Pará. Rapidamente e fazendo análise de algumas pessoas com
que conversei, percebi que a ampla maioria (inclusive vários eleitores tucanos
e que votaram, fizeram campanha para os dois prefeitos citados) está
insatisfeita com as duas gestões tucanos e possíveis candidatos do PSDB em 2018
para o Palácio dos Despachos.
Zenaldo Coutinho se elegeu em 2012 com a bandeira dos
“Três S” – Saúde, Saneamento e Segurança. Prometeu que essas três áreas seriam
suas prioridades. Circulei por muitas ruas em Belém e por vários bairros e não
percebi nada diferente. Tudo não passou de um estelionato eleitoral? Zenaldo já
chegou a metade do seu mandato e nada pode ser sentido de avanços na cidade.
Ananindeua, com Manoel Pioneiro também não apresentou melhoras ou
avaliação melhor do que a da capital. Diferente do prefeito de Belém, o de Ananindeua não teve
uma bandeira para se eleger, suas credenciais foram as suas duas gestões
anteriores na prefeitura da segunda maior cidade do Pará.
Podemos analisar o cenário por uma ótica mais ampla. Ambos
os prefeitos tem grande chance de suceder Jatene em 2018. A lógica seria – para
ambos – disputar a reeleição em 2016 e decidir qual deles deixaria o cargo para
concorrer ao governo do Estado. Ambos são próximos e tem a confiança do
governador. O critério a princípio seria quem estaria mais bem avaliado em suas
gestões. Nesse critério estão empatados negativamente.
PSDB controla a RMB.
Cadê as ações metropolitanas?

Em 2012 quando as urnas foram apuradas, percebeu-se que o
PSDB passou a controlar a RMB o maior colégio eleitoral do Pará. Além de
governar o Estado, teria o controle das duas maiores cidades paraenses. Nos
restantes dos municípios os aliados tucanos estariam juntos. O discurso feito
na época era a “integração” das políticas públicas; ações metropolitanas e
articulação liderada pelo governador para um pacto de gestão na RMB. Tudo
balela, outro estelionato eleitoral. Mais de 27 meses depois não há uma
política pública integrada ou de perfil metropolitano.

PSDB vem perdendo oportunidade histórica de implementar em
caráter inédito ações de gestão e políticas públicas metropolitanas, pois
governam a região mais importante economicamente do Pará. Ou o PSDB acorda ou
as urnas poderão dar a resposta que as ruas já demonstram, que o diga Zenaldo e
Pioneiro.

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta