Com Temer na Presidência, Brasil se apequena cada vez mais perante ao mundo

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A imagem do Brasil perante ao cenário internacional é, talvez, o pior possível. A questão não está restrita à instabilidade econômica, crise na economia, como costumeiramente ocorria. A desconfiança internacional se sustenta pela instabilidade política, criada pelo processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

A crise política brasileira e a configuração do novo governo repleto de denúncias e acusações de ilicitudes correram o mundo. Foi mais noticiado lá fora do que pelos próprios veículos de comunicação brasileiros. A grande imprensa internacional trata o cenário político do Brasil como caótico e vexatório, em alguns casos, utilizando-se do termo “golpe”.

É desta forma, com a quebra do regime democrático, que a maioria dos países enxerga o Brasil. Isso explica a falta de prestigio de Michel Temer quando deixa o território brasileiro em direção à outra nação.

O presidente brasileiro deveria estar viajando muito mais, mas Temer e o Brasil carregam um certo estigma hoje, refletindo a baixa legitimidade do processo de impeachment, o status de Temer de presidente não eleito (diretamente para o cargo) e com alta rejeição popular, o fato de ele e seus aliados aparecerem largamente envolvidos em práticas corruptas e o retrocesso nos avanços sociais e econômicos que vem ocorrendo nos últimos três a quatro anos“, afirmou o especialista em América Latina e presidente emérito do Inter-American Dialogue, centro de pesquisas em Washington, Peter Hakim.

Com eleições presidenciais marcadas para o próximo ano, a maioria dos países preferiria esperar e convidar (para visitas) um novo presidente eleito, preferencialmente que não esteja manchado por suspeitas de corrupção e goze de maior apoio doméstico“, acredita ele.

As passagens por Rússia e Noruega só refletem – de fato – e em caráter prático o desprestigio do mandatário brasileiro. Essa situação de incerteza só afasta investimentos, e prolonga a crise econômica, mantendo a economia em recessão. O mercado internacional, ou melhor, o capital, precisa de bases sólidas para que se promovam investimentos. As famosas agências de classificação de risco, que são os parâmetros para os outros países investirem, só tendem a rebaixar o Brasil. O mundo aguarda o desfecho das crises na economia e política. O impeachment custou caro. Enquanto o Brasil agonia, sem protestos dos paneleiros, combatentes da corrupção, amarelinhos, o mundo espera…

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