Continuará a dinastia do PMDB no comando do Senado Federal

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O senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) foi eleito nesta quarta-feira (1º) presidente do Senado e do Congresso Nacional para os próximos dois anos. Ele recebeu 61 votos e derrotou na eleição, José Medeiros (PSD-MT), que recebeu 10 votos. Outros 10 senadores votaram em branco.

Ou seja, o senador cearense venceu, como se diz popularmente: “de lavada”. Sem surpresas, o PMDB, que controla a Câmara Alta, articulou nos bastidores para se manter no poder. Tudo ficou “em casa”, no Senado. Uma grande composição de alianças foi montada para esse resultado elástico. Para isso, a composição da Mesa Diretora foi o instrumento usado. Foram dez cargos e que foram distribuídos a oito partidos diferentes. A esquerda, representada pelo PT, terá um assento, como o de primeiro secretário.

O PMDB, mantendo a sua tradição e perfil no campo federal, continuará no comando do Senado. Posto que mantém sob controle desde o processo de redemocratização, em 1985.

Eunício Oliveira, está na relação dos nomes acusados de receber propina no caso da lista de delações da Odebrecht. O ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, por exemplo, relatou aos investigadores que pagou R$ 2,1 milhões em propina para Eunício. Em troca, segundo o delator, o parlamentar, apelidado de “Índio”, atuava em defesa dos interesses da empreiteira.

O orçamento do Senado Federal é de fazer inveja à muitas prefeituras e até governos estaduais. A Câmara Alta terá como orçamento para o ano corrente nada mais, nada menos do que R$ 4,2 bilhões. Mais dois anos de PMDB no comando no Senado. A dinastia peemedebista continua e sem previsão de término.  

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