Darci Lermen e Aurélio Ramos: mesma face da mesma moeda

Originalmente, essa análise foi produzida para o Branco em Pauta, canal de produção de vídeos no Instagram. Repercutiu bem, até o momento desta publicação, estava chegando a cinco mil visualizações. A pauta é polêmica, mexe, sem dúvida com emoções de ambos os lados. Ao nivelar o ex-prefeito Darci Lermen (MDB) e o atual Aurélio Ramos (Avante) sob o quesito gestor, a polêmica está posta.

Ser analista político em Parauapebas é saber que a classe política é cheia de “mimimi”, ou seja, não sabe lidar com a crítica, mesmo esta sendo construtiva. Em outros lugares, como Belém, você consegue criticar e ser recebido sem cara feia por quem criticou. Aqui, ao produzir um ponto de vista divergente, se declarou guerra. Claramente, falta maturidade política em Parauapebas.

Sempre critiquei Darci Lermen por não ser um gestor. É um excelente político, mas se recusa a fazer gestão. Prefere terceirizar. Aurélio Ramos, neste quesito, é uma fiel cópia de seu antecessor. A diferença entre ambos é o posicionamento ideológico, porém, convergem ao quesito populista.

Lermen em suas duas últimas gestões desgraçou Parauapebas. Seu modelo de terceirizar os comandos das secretarias aos vereadores, levou uma cidade rica a uma péssima qualidade de vida, em que saúde, educação, por exemplo, eram de péssima qualidade. Sem falar na infraestrutura, digna de cidades paupérrimas dos rincões do país.

Aurélio Ramos se elegeu com mais de 92 mil votos. Sem dúvida, uma margem histórica. Soube canalizar a si uma insatisfação geral, justificável, com uma gestão que abandonou a cidade. O discurso era o de “Reconstruir Parauapebas”, todavia, passados um ano, o que se viu até agora é uma gestão confusa, rodeada de polêmicas (muitas delas criadas pelo próprio gestor), mas com poucos resultados práticos a serem mostrados. A “reconstrução”, de fato, não aconteceu nos setores mais criticados na gestão passada pelo atual mandatário.

Aurélio Ramos e Darci Lermen são mais parecidos do que antagônicos sob o ponto de vista gerencial. Quem perde é Parauapebas. Triste sina de uma cidade rica.

Imagem: Fotomontagem

Henrique Branco

Formado em Geografia, com diversas pós-graduações. Cursando Jornalismo.

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