Desafio mortal

O mundo acompanha desde o último domingo, 18, o desfecho do caso que envolve um submersível que continua desaparecido nas águas do Atlântico Norte, quando descia até às profundezas do oceano para encontrar com os destroços do naufrágio mais famoso do mundo: Titanic, que repousa no leito oceânico desde 1912.

Uma pequena cápsula com cinco homens dentro. Três deles bilionários. O custo de “visitar” os destroços do navio é de 250 mil dólares. Mais de um milhão de reais para ficar oito horas nas profundezas do Atlântico, para acompanhar através de uma pequena escotilha o que ainda resta da estrutura do navio.

A operação é altamente arriscada, todavia, cria fascínio aos que podem pagar e querem ser um dos poucos humanos a viver essa aventura, mesmo com alto nível de perigo. Enquanto escrevia esse texto, li que haviam encontrado diversas partes do veículo aquático, o que, de cara, tornou quase impossível – aquela altura – qualquer possibilidade de resgatar com vida a pequena tripulação. Segundo informações da Marinha americana, evidências mostram que pode ter ocorrido uma pequena explosão durante a descida, ocasionando a morte instantânea de todos a bordo, isso em poucos segundos.

Ficou claro que a OceanGate, dona do submergível foi negligente com a segurança da operação de se levar pessoas ao fundo do mar. Mesmo com a evidência da falta de procedimentos mais seguros, ela continuava com o seu “turismo de risco”.

O fim trágico dos cinco ocupantes, reacende o debate de até aonde podemos ir, ou melhor, nos colocarmos em risco, em nome de, digamos, caprichos?

Imagem: reprodução Internet. 

Henrique Branco

Formado em Geografia, com diversas pós-graduações. Cursando Jornalismo.

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