Ideb médio do Pará supera meta, mas está abaixo da média da região norte

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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou nesta quinta-feira (8) dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que avalia o desempenho dos alunos da educação básica e ensino médio, referentes ao ano de 2015. Segundo o levantamento, o estado do Pará tem um índice médio de 4,5 – quatro décimos acima da projeção feita para o ano de 2015, que tinha como meta nota média de 4,1.

Ainda segundo o Inep, as escolas particulares tiveram um desempenho melhor do que as públicas, com um Ideb médio de 6,1 enquanto os colégios públicos tiveram média de 4,3. O pior índice foi obtido pelas escolas estaduais: 4,2. Apesar de estar acima da projeção feita pelo Inep para o ano de 2015, a educação do Pará ainda está abaixo da média da região norte, que é de 4,7; e da média nacional de 5,5.

Evolução dos dados gerais
Os resultados obtidos pelos estudantes do estado apontam uma evolução em relação aos anos anteriores: em 2013 o Ideb médio do Pará era 4,0; em 2011 o índice era 4,2; em 2009, 2,6; em 2007 foi 3,1 e, em 2005, 2,8. A meta do Ministério da Educação é que até o ano de 2021 o estado do Pará tenha Ideb médio de 5,0. A projeção da média nacional para o mesmo período é de 6,0.
Desempenho fraco nas séries avançadas
O resultado acima da média resultado obtido pelo estado do Pará foi devido ao bom desempenho dos alunos do 5º ano do ensino fundamental, visto que o índice das séries finais e do ensino médio ficou abaixo da meta: estudantes do nono ano, que equivale a 8ª série, tiveram média de 3,8 contra uma meta projetada de 5,3; e alunos da terceira série do ensino médio tiveram média de 3,1 contra uma projeção de 3,7. O fraco resultado nas séries mais avançadas foi um fenômeno nacional, indicando uma estagnação do ensino médio que deve fazer o MEC enxugar o currículo das escolas.

“O quadro geral não é algo que possamos celebrar”, afirmou o ministro da Educação, Mendonça Filho, que disse ainda que o governo vai pedir urgência na apreciação do Projeto de Lei que prevê a mudança do currículo no ensino médio brasileiro. Caso o governo entenda que o projeto de lei não será votado ainda neste ano, o ministro informou que vai sugerir que o Planalto edite uma Medida Provisória garantindo a mudança da grade curricular. “Vamos levar ao presidente que, se por ventura a apreciação não se dê ainda neste ano, que se edite uma medida provisória porque urge a reforma do ensino médio. Não se pode ficar passivo aguardando o próximo ano”, afirmou o ministro.

Índices de Aprovação
Segundo o Ideb, a taxa de aprovação no estado em 2015 foi de 81,4 – isso significa que, em cada grupo de 100 estudantes, pelo menos 81 conseguiu passar de ano. O problema é que há uma grande discrepância entre a educação gratuita e a privada: as escolas particulares, onde a taxa de aprovação é de 97,7, puxam a média regional para cima já que os colégios públicos e a rede estadual tem, respectivamente, taxas de aprovação de 80,1 e 79,4.

O que é o Ideb
O Ideb é um indicador geral da educação nas redes privada e pública, uma espécie de nota. Para chegar ao índice, o MEC calcula a relação entre rendimento escolar (taxas de aprovação, reprovação e abandono) e desempenho em português e matemática na Prova Brasil, aplicada para crianças do 5º e 9º ano do fundamental e do 3º ano do ensino médio. O índice é divulgado a cada dois anos e tem metas projetadas até 2021, quando a expectativa para os anos iniciais da rede estadual é de uma nota 6,0. Assim, para que o Ideb de uma escola ou rede cresça é preciso que o aluno aprenda, não repita o ano e frequente as aulas.

Origem do Ideb
O Ideb foi criado em 2007 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e é divulgado a cada dois anos. O Ideb divulgado nesta quinta-feira diz respeito ao desempenho das escolas, redes, municípios, estados e Brasil em 2015. O desempenho é comparado com as metas calculadas a partir da primeira edição, em 2005, e projetadas para todas as edições futuras, até o ano de 2021. Há um indicador calculado para cada nível do ciclo básico: o ensino fundamental I (avaliando os estudantes do 5º ano), o ensino fundamental II (avaliando os estudantes do 9º ano), e o ensino médio (avaliando os estudantes do 3º ano).

Fonte: MEC.

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