Exposição fotográfica mostra o cotidiano dos índios Xikrin, em Parauapebas

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A Galeria Partage Artes recebe desde o início deste mês de março a exposição fotográfica “Povo Xikrin do Cateté” de Anderson Souza dos Santos, que durante os últimos 4 anos fotografou o cotidiano dos índios Xikrin que vivem na Floresta Nacional de Carajás no sudeste do Pará. O resultado desse trabalho se resume em 20 telas expostas todos os dias das 10h às 22h no Partage Shopping Parauapebas, Pará.

A exposição é de grande riqueza cultura para o município de Parauapebas. Apresenta à sociedade a cultura indígena dos índios Xikrin e consequentemente a rica história da região de Carajás. Vale muito a pena conhecer e acompanhar a exposição a fotográfica.

Um pouco sobre os índios Xikrin

Os índios Xikrin Kayapó ou Mebengokré Xikrin, ou seja, “gente do buraco d’água” ou “gente da água grande”, referindo-se aos rios Tocantins e Araguaia, vivem na TI Cateté, com extensão 439.150 ha, contígua às Flonas Carajás, Tapirapé-Aquiri e Itacaiúnas, na região de Carajás, municípios de Parauapebas e Água Azul do Norte, Pará, Brasil, com acesso rodoviário pela PA 279 que liga Xinguara a São Felix do Xingu.

Além da autodenominação mebengokré, os Xikrin costumavam denominar-se Put Karôt, tendo o nome Xikrin surgido do modo como outro grupo kayapó, os Irã-ã-mray-re, hoje extintos, os chamavam. Os Xikrin falam a língua Kayapó (ou Mebengokré), da família linguística Jê, tronco lingüístico Macro-Jê.

Os Xikrin, como a maioria dos subgrupos kayapó do sudeste do Pará, apesar do acesso aos bens de consumo da sociedade envolvente, ainda preservam sua língua e cultura. Atualmente vivem em três aldeias: Cateté, Djudjêkô e O-odjã, com uma população de cerca de 1.015 índios. Em 1982, nos primórdios da implantação do Projeto Ferro Carajás, a população dos Xikrin era em torno de 280 indivíduos.

Fonte: (Adaptado – Blog do Zé Dudu)

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