Helder é o 8º governador mais bem avaliado do país

No último dia 11, o Congresso em Foco, divulgou pesquisa de avaliação feita com 13 governadores, que foram listados neste quantitativo (menos da metade do total) por indicação dos principais congressistas de Brasília. O que chama logo atenção na pesquisa é que os seis mais bem colocados fazem oposição ao presidente Jair Bolsonaro, e desses, cinco são do nordeste. 

Para os parlamentares entrevistados, os governadores Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão; Rui Costa (PT), da Bahia, e Wellington Dias (PT), do Piauí, são, pela ordem, os três de melhor desempenho. Na sequência vêm Camilo Santana (PT), do Ceará; Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo, e Paulo Câmara (PSB), de Pernambuco.

Na lista com os 13 mandatários estaduais, o governador do Pará, Helder Barbalho, aparece em oitavo lugar. Sua posição não é elogiável e nem cabe crítica. Para montar o ranking, as notas iam de 1 a 5, e Helder obteve 2,9. O mandatário paraense ficou à frente dos novatos na política, Wilson Witzel (PSC) e Romeu Zema (Novo) foram as duas maiores surpresas eleitorais de 2018, quando conquistaram, respectivamente, os governos do Rio de Janeiro e Minas Gerais, e também de João Dória (PSDB), governador de São Paulo. Um ponto: os quatro primeiros do ranking estão no segundo mandato, portanto, estão a mais tempo no cargo e com maior tempo de relação com Brasília.

Por outro lado, Helder Barbalho, desde 2015, no início do segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, fincou permanência na capital federal, passando por três ministérios, antes de se tornar governador. Portando, o mandatário paraense soube construir ótimo trânsito em Brasília, e manteve essa frequência de estada por lá mesmo na condição de governador. Helder frequentemente tem agenda na capital federal, quase sempre por conta da busca de recursos e compensações financeiras ao estado do Pará.

Até o momento, Helder vem sendo bem avaliado em sua gestão, sobretudo na área mais problemática: segurança pública, que se tornou a vitrine de sua gestão, uma aposta de risco, mas que o governador aceitou colocá-la como o grande termômetro avaliativo de seu governo. Entre todas as áreas, a da segurança é que vem recebendo maior atenção e investimentos.

Mas nem tudo são flores… Em 2019, até a publicação deste artigo, já haviam sido mortos 28 policiais. Ainda estamos no mês sete do ano corrente, e o número de agentes mortos já ultrapassou a do ano passado. O que pesa contra o governo, além do fato ocorrido no Guamá, em que 11 pessoas foram assassinadas. Na ocasião, escrevi sobre o caso, dando como título ao artigo: “A vitrine do governo trincou”. Por outro lado, a elucidação do caso foi rápida. O caso foi um grande teste ao governo, sobretudo a cúpula da segurança pública. 

A questão é complexa e vai muito além do uso da força em si. O governo lançou recentemente um amplo programa intitulado: “Territórios de Paz”, que visa integrar ações sociais em conjunto com as ostensivas, e que terão como base de operação os pontos de maior índice de violência registrado na Região Metropolitana de Belém. 

Portanto, cabe aqui dizer que a avaliação do governo Helder Barbalho está ligada diretamente ao desempenho deste na área da segurança. O risco está posto e assumido. E pelo bem de todos, torçamos para que tenha êxito. 

Henrique Branco

Formado em Geografia, com diversas pós-graduações. Cursando Jornalismo.

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