Helder já tem um pupilo para chamar de seu

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Em política é normal ocorrer apadrinhamentos, ou seja, uma pessoa mais influente ou poderosa, escolhe outra para que essa seja a médio ou até longo prazo, o seu sucessor. Exemplos não faltam em todas as esferas de poder. Pois bem, atualmente, essa relação de apadrinhamento está ocorrendo entre o governador Helder Barbalho e o atual prefeito de Ananindeua, Dr. Daniel Santos, ex-deputado estadual (o mais votado do pleito de 2018).

O Blog vem tratando da trajetória do agora mandatário da segunda maior cidade paraense, desde 2017, quando Santos era vereador. São inúmeros artigos e até uma entrevista exclusiva realizada em maio de 2019, pelo Blog, quando Daniel presidia o parlamento estadual. Todo esse material atesta essas análises, algumas antecipadas. Na relação entre os citados, o processo seguiu etapas. Começou quando o então pré-candidato a governo, Helder Barbalho, estimulou o ex-vereador de Ananindeua a sair do PSDB e apoiá-lo na campanha eleitoral, em 2018. As fases (mensuradas aqui em artigos anteriores) foram sendo seguidas paulatinamente: candidatura a deputado estadual; presidir o Poder Legislativo e, por fim, a conquista da Prefeitura de Ananindeua (segundo maior colégio eleitoral paraense).

Daniel resolveu seguir o modus operandi que Helder promove em suas redes sociais. Na prática: ter agenda cheia, toda ela publicitada; forte presença em redes sociais, em muitas das vezes interagindo pessoalmente com seus seguidores; aparecer in loco e ser personalista. Nos poucos dias que Santos está à frente da Prefeitura de Ananindeua, vem seguindo à risca o seu tutor.

Essa parceria poderá render em um futuro próximo, mudanças no comando da política paraense. Tudo é especulação, mas, quem sabe, Daniel Santos poderá suceder Helder Barbalho no governo do Pará, talvez, em 2026?

O governador enxergou em Santos um político promissor. E poderá fazer dele seu sucessor. Por enquanto, o atual prefeito de Ananindeua segue os passos de seu tutor, para quem sabe, ser o seu herdeiro político casual. Até o momento a estratégia pensada por Barbalho vai dando certo.

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