Inflação sobe 0,33% em janeiro, pressionada pela gasolina

A inflação oficial brasileira começou o ano em alta, pressionada pelo preço dos combustíveis, sobretudo da gasolina.
📈 O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 0,33% em janeiro, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O resultado ficou em linha com o registrado em dezembro e também com o esperado pelo mercado, que projetava uma alta de 0,32% da inflação. Contudo, é mais do que o dobro do observado no mesmo mês de 2025: 0,16%. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses subiu 4,44%, acelerando em relação aos 4,26% observados nos 12 meses anteriores.
A meta de inflação é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5%. Contudo, o BC (Banco Central) já disse que busca o centro dessa meta. Diante disso, o Copom (Comitê de Política Monetária) indicou que deve começar a cortar a taxa básica de juros em março, mas de forma gradual.
De acordo com o Boletim Focus, o mercado espera que a inflação suba 3,97% no acumulado de 2026 e que a taxa Selic caia dos atuais 15,00% para 12,25% até o fim do ano.

O que pesou sobre a inflação?

A inflação de janeiro foi pressionada sobretudo pelos gastos com transportes, segundo dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Isso porque os preços dos combustíveis subiram 2,14% no mês, com altas da gasolina (2,06%), etanol (3,44%), óleo diesel (0,52%) e gás veicular (0,20%).
As tarifas de ônibus urbano e metrô também pesaram sobre o índice, devido a reajustes em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza. A inflação ainda foi influenciada pelos gastos com comunicação, saúde e cuidados pessoais, devido a uma alta dos aparelhos telefônicos (2,61%) e reajustes em planos com de TV por assinatura (1,34%), além do encarecimento dos artigos de higiene pessoal (1,20%) e do plano de saúde (0,49%).
Por outro lado, a inflação de alimentação e bebidas desacelerou de 0,27% em dezembro para 0,23% em janeiro, com um alívio nos preços dos alimentos para consumo no domicílio, como leite longa vida (-5,59%) e ovo de galinha (-4,48%). Depois de alguns meses despontando como a “vilã da inflação”, a cota de luz também ajudou a conter a alta de preços em janeiro.
Isso porque o custo da energia elétrica residencial recuou 2,73% no mês, com a mudança da bandeira tarifária de amarela para verde, levando a una deflação da inflação da habitação.

Veja como os grupos da inflação se comportaram em janeiro:

  • Comunicação: 0,82%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,70%;
  • Transportes: 0,60%;
  • Despesas pessoais: 0,41%;
  • Alimentação e bebidas: 0,23%;
  • Artigos de residência: 0,20%;
  • Educação: 0,02%;
  • Habitação: -0,11%;
  • Vestuário: -0,25%.

Por Marina Barbosa (Investidor 10)

Imagem: reprodução

Henrique Branco

Formado em Geografia, com diversas pós-graduações. Cursando Jornalismo.

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