Lava Jato avança sobre os Barbalhos

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Na virada da quinzena do mês de fevereiro do ano corrente, o blog abordou a questão da operação da Polícia Federal sobre as denúncias de corrupção no setor elétrico, buscando elucidar esquemas milionários de pagamento de propinas (nos mesmos moldes que ocorriam na Petrobras) para vencer o leilão de concessão de operação do colosso empreendimento a 90 quilômetros de Altamira, a hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu. Entre os investigados está o senador paraense Jáder Barbalho. O processo contra o citado já está no Supremo Tribunal Federal.

O lobista Jorge Luz, preso na semana passada, acusado de ser intermediador de pagamento de propina a políticos do PMDB, dentre eles o pai de Helder, é o centro das investigações e quem poderá – dependendo de seus esclarecimentos e até delações futuras, causar o maior impacto no futuro político do Pará. Segundo informações, o referido esteve em 2006 no casamento de Helder com Daniela, em Ananindeua, ocasião em que o herdeiro político de Jáder era prefeito daquele município. A questão tornou-se polêmica por conta do silêncio do ministro e que foi seguido por nota enviada por sua assessoria, desmentindo as informações, referindo-se ao caso como homônimo.

A assessoria do ministro apenas desmentiu as notícias, mas não apresentou provas em relação à negativa de ser a mesma pessoa, o lobista preso e o seu padrinho de casamento. Como esperado, o principal jornal das ORMs (Organizações Romulo Maiorana) explora a exaustão o caso. Do outro lado da Avenida Almirante Barroso, o jornal Diário do Pará, se omite. Talvez o aborde quando estiver claro, de forma comprovatória que os citados não são a mesma pessoa. E se forem, confirma a ligação do lobista com a família Barbalho, criando sérios problemas ao forte clã político paraense, haja vista, que foi negada a informação. Não há outra saída a não ser a comprovação da comparação errônea entre as pessoas de mesmo nome.

A operação Lava Jato em sua 38º etapa avança. Jáder Barbalho está na mira. A imagem de seu filho, Helder, candidatíssimo ao governo do Pará, em 2018, começa a sofrer os impactos negativos dos desdobramentos das investigações. Alívio no ninho tucano paraense. A futura disputa político-eleitoral começa a se tornar cada vez mais imprevisível no Pará.

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