Lava Jato chega à família Barbalho

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Conforme anunciado pelo blog recentemente, a operação “Lava Jato” chegou à família Barbalho. Ontem (11) foi um dos dias de maior expectativa no planalto central brasileiro por conta da liberação da esperada lista da empreiteira Odebrecht, divulgada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. Na lista dos acusados de serem recebedores de propina estão três políticos paraenses: senador Paulo Rocha (PT); ex-prefeito de Marabá João Salame (Pros) e o ex-prefeito de Ananindeua e atual ministro da Integração Nacional – Helder Barbalho (PMDB).

Todos os repasses “não contabilizados” pela empreiteira aos citados, segundo o Ministério Público, foram referentes às campanhas eleitorais de 2014. Na ocasião, Helder Barbalho disputava o governo do Estado e Paulo Rocha o Senado Federal. Em troca a Odebrecht estaria assumindo o gerenciamento de diversas obras de saneamento pelo Pará. Como esperado as Organizações Romulo Maiorana (principal adversário da família Barbalho) deram vasão ao fato de forma incisiva, e por dias será assim. Em jogo está o controle político do Pará.

A assessoria do ministro enviou nota de esclarecimento sobre o fato e as acusações. O conteúdo é claro e direto, eximindo de qualquer responsabilidade o herdeiro político de Jader. Mas não esclarece com novas informações as acusações (o que poderá ser feito nas próximas horas com atualização dos acontecimentos e o trabalho da defesa).

A preocupação de Helder vai muito além da sua defesa e a comprovação que as acusações são infundadas. Está relacionado diretamente a um projeto maior e que o ministro tem como meta principal em sua trajetória política (seguindo o exemplo de seu pai) ser governador do Pará. Para isso, Helder precisa se blindar dos ataques e acusações. Ele sabe que carrega consigo um sobrenome que lhe deu impulso político estrondoso, mas, ao mesmo tempo, lhe tira votos e poderá (a exemplo de 2014 em que o sobrenome ficou em segundo plano na campanha) ser o seu maior adversário. O que soa estranho é o codinome que faz referência ao herdeiro político de Jáder: “cavanhaque”, haja vista, que o citado nunca apareceu publicamente com tal aparência.

A exemplo de semana passada, quando o governador Simão Jatene estava na berlinda e do outro lado se comemorava, agora se inverte o processo. Em política o cenário muda o tempo todo.

Segue abaixo a imagem enviada pela assessoria do ministro Helder Barbalho.

 

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