Em julho, áreas com alerta de desmatamento aumentaram 278% em relação a 2018

(FILES) File photo taken on September 22, 2017 showing an aerial view of deforestation in the Western Amazon region of Brazil. - The head of Brazil's National Institute for Space Research (INPE) Ricardo Galvao said on Friday he's going to be sacked following a row with President Jair Bolsonaro over deforestation in the Amazon rainforest. Galvao had accused far-right Bolsonaro of "cowardice" for having publically questioned satellite data produced by INPE that showed Amazon rainforest deforestation had increased 88 percent in June compared to the same period one year earlier. (Photo by CARL DE SOUZA / AFP)

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Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que as áreas com alerta de desmatamento na Amazônia aumentaram 278% em julho deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2018.

As informações foram colhidas pelo programa de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), que monitora em tempo real e emite os alertas. No mês passado, houve aumento de 88% do desmatamento no comparativo de junho 2018/2019. A divulgação do número motivou uma série de ataques do presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao instituto. 

Bolsonaro desqualificou os dados e chegou a afirmar que o diretor do Instituto, Ricardo Galvão, poderia “estar a serviço de alguma ONG”. Em resposta, Galvão defendeu a precisão da coleta e afirmou que as declarações do presidente pareciam vindas de “um garoto de 14 anos”.

Na linha do chefe, o ministro Marcos Pontes, da Ciência e Tecnologia, disse ter “estranheza” em relação aos dados, enquanto Ricardo Salles, do Meio Ambiente, foi taxativo ao afirmar que estavam incorretos. Salles chegou a dizer que Inpe reconhecia o suposto erro, sendo na sequência desmentido pelo instituto. 

Para Bolsonaro, os dados do desmatamento foram “espancados” e veiculados com o objetivo de “atingir o nome do Brasil e do atual governo”.

Na sexta-feira (2), Ricardo Galvão foi exonerado da diretoria do Inpe. Hoje, as informações referentes ao desmatamento são públicas e estão disponíveis no site do Inpe.

Fonte: Brasil 247

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