Michel Temer, até quando?

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Após seis meses do impeachment que afastou em definitivo Dilma Rousseff da presidência da República, o país continua mergulhado em graves crises política e econômica. O governo de Michel Temer mostrasse incapaz de mudar essa realidade. Os índices econômicos não apontam avanços, pelo contrário, em alguns quesitos como índice de produção industrial, houve retrocesso. De que valeu o impedimento sofrido por Dilma? Oficialmente seu afastamento em definitivo não seria para recolocar o país de volta aos trilhos? Salvar a econômica brasileira?

Pelo visto nada disso serviu. País vive intensa efervescência social. Temer mostra a cada dia incapacidade de apontar uma saída. Pelo contrário, seu governo está atolado em denúncias e seus ministros em ampla maioria respondem na justiça por acusações de desvios de recursos públicos. A montagem do 1º escalão mostrou-se como um favor de Temer aos que o ajudaram assumir a presidência. Por isso a inércia que o governo vive. O combate à corrupção não passou de mero detalhe, uma desculpa para as medidas cautelares do afastamento presidencial até o definitivo, sem devidamente se comprovar o crime de responsabilidade.

A questão é saber até quando a grande mídia continuará apoiando o governo? A economia patina e não há garantias que a situação possa melhorar. Se Temer que bate recorde de impopularidade perder a benevolência da mídia, sua manutenção à frente do Palácio do Planalto, torna-se insustentável. O presidente sabe disso. Por isso, sem cerimônias, tratou de aumentar de forma substancial as verbas de publicidade do governo para os principais veículos de comunicação do país.

Há a tese de que tentarão derrubá-lo ano que vem. Segundo a Constituição, se Temer caísse agora, por não ter completado metade do mandato, haveria nova eleição. Em 2017, com o prazo mínimo cumprido, caso ele seja afastado, haverá eleição indireta. Aí está a questão central. Com o PT agonizando politicamente, o PMDB sendo a bola da vez, atingindo em cheio pela Lava Jato e outras operações da justiça, o caminho ficaria livre para o PSDB. Falasse, inclusive nos bastidores, que cresce o nome do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para a indicação indireta, caso Temer caia.

Conforme escrevi por diversas vezes, o impeachment não seria o fim da crise e sim o seu começo. E assim será até 2018. Com a democracia não se brinca. O Preço é alto e já estamos pagando.

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