Miranda se movimenta para 2022

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Desde quando perdeu a disputa pelo Governo do Pará, em 2018, que o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), Márcio Miranda (DEM) vinha se mantendo longe dos holofotes políticos. Fixou-se em Castanhal, município do nordeste paraense, distante 68 km de Belém, que sempre foi o seu reduto político. Por lá, vai tocando a vida. No período eleitoral, Miranda participou de diversos eventos públicos em vários municípios, gravando mensagens de apoio para diversos candidatos, além de ter participado de lives, mas bem longe do registro da grande mídia.

Encerradas as eleições municipais, já iniciam os movimentos em direção a 2022, o próximo ano de disputas eleitorais. No âmbito estadual, tudo se encaminha para que o governador Helder Barbalho dispute à reeleição, com grandes chances de vitória. Isso só não irá ocorrer. A questão é: do lado da oposição, qual nome se apresentaria em melhores condições para a disputa?

O ex-governador Simão Jatene parece ter encerrado a sua carreira política. O prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, em 2022, deverá tentar retornar a Brasília. Seu elevado nível de rejeição após oito anos no Palácio Antônio Lemos, o tiraram de qualquer possibilidade de disputar o Governo do Pará, como era a sua pretensão quando trocou a Capital Federal por Belém. Dentro do ninho tucano, ainda temos o deputado federal Celso Sabino, mas este não deverá trocar uma reeleição quase certa no parlamento para concorrer em uma disputa estadual dificílima para a oposição.

Fora do ninho tucano, ainda temos o senador Zequinha Marinho (PSC) que vem – desde quando assumiu o mandato atual – com pretensões de ser candidato ao Governo do Pará. Não esqueçamos o que ocorreu em 2018, quando Marinho não seguiu as pretensões de Jatene, e quis concorrer ao Executivo estadual. Tal atitude mudou os “rumos” daquela eleição. Porém, as eleições municipais que se encerraram recentemente mostraram um baixo desempenho do partido do senador (PSC) e aliados, o que pode influenciar em sua pretensão.

Com essas possibilidades descartadas, só resta do lado oposicionista o nome de Márcio Miranda, que disputou e perdeu para Helder Barbalho, em 2018. Naquela disputa, o ex-presidente da Alepa obteve no primeiro turno 1.156.680 votos (30,21%). No segundo turno sua margem foi de 1.663.045 votos (44,57%), uma subida considerável de 500 mil votos em quinze dias. Portanto, Miranda não está “morto” politicamente. A ele resta tentar reunir em torno de seu nome os que se colocam na oposição ao Barbalho.

Miranda ensaia o seu retorno político. No último fim de semana, concedeu entrevista ao jornalista Ronaldo Brasiliense, oportunidade que tratou de seu futuro político, deixando claro que pretende concorrer novamente ao Governo do Pará, em 2022. Criticou duramente a gestão do governador Helder Barbalho. Parece que o ex-deputado estadual que conseguiu se eleger por três vezes consecutivas como presidente da Assembleia Legislativa do Pará, saiu de seu “casulo” político e já começa a se movimentar de olho na próxima disputa estadual. A ver.

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