No segundo turno dos extremos, a ordem é ir para o centro

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As novas pesquisas deste segundo turno referentes a disputa presidencial confirmam a espaçosa liderança de Jair Bolsonaro. Nos números do Ibope, divulgados anteontem (15), o candidato do PSL chega a 59% das intenções de voto, enquanto o seu adversário, o petista Fernando Haddad apresenta 41%. Em relação ao resultado do primeiro turno, Bolsonaro ampliou a vantagem em um ponto, que agora atinge 18%.

O esperado está acontecendo: o antipetismo não permite que o ex-prefeito de São Paulo cresça nas pesquisas a ponto de ameaçar a liderança consolidada do candidato do PSL. Pelo contrário, votos que eram esperados que migrassem para o candidato do PT, estão, em parte, indo para a candidatura de Bolsonaro, impulsionando-o ainda mais.

O PT tenta resistir. Fernando Haddad parou de visitar Lula na cadeia — por orientação, segundo versão oficial — do próprio ex-presidente, retirou o vermelho da campanha e busca falar uma linguagem suprapartidária, de uma espécie de “frente” contra a “extrema-direita” ou, como se diz em alguns nichos de esquerda, “contra o fascismo”. O programa de governo apresentado, já começa a ser discutido, analisado, para torná-lo menos esquerdista. Por enquanto, o efeito da mudança de discurso do PT tem sido mais negativo do que positivo. Tem soado, em certas áreas, como se o partido estivesse tentando enganar a opinião pública, ou, simplesmente perdido, sem rumo. A seguir nessa linha, parece, então, que o petista Haddad tem de sair ainda mais explícito ao evidenciar a mudança de tom.

Jair Bolsonaro faz o seu jogo, sua estratégia político-eleitoral. Assim como o seu adversário que está em processo de metamorfose neste segundo turno, o candidato do PSL segue o mesmo caminho. Elogiou programas que sempre criticou, por exemplo, o Bolsa Família. Ao final de uma coletiva se caracterizou com um chapéu nordestino. Inegavelmente, Bolsonaro está com discurso mais ao centro, menos agressivo, mais agregador. Ambos neste segundo turno, saíram de suas extremidades, das cordas e estão caminhando para o centro. A situação do petista é difícil. A vitória de Jair Bolsonaro é uma realidade cada vez mais próxima.

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