O ano de 2016 vai acabando e a crise política se renova para 2017

1
0

O ano de 2016 vai terminando e com ele a possibilidade de o Brasil ter – segundo a Constituição – novas eleições. Esse processo ainda permanecerá em voga, caso a chapa Dilma-Temer, vitoriosa na eleição de 2014, for cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Essa possibilidade existe, apesar das manobras de, pela primeira vez, desvincular as contas de campanhas. Ou seja, trabalha-se nos bastidores para que só Dilma possa ser condenada. Temer ficaria livre de qualquer penalidade na questão eleitoral.

Caso o processo não prospere no TSE, Temer já começa a sofrer pressão para que renuncie, caso a economia continue em “Standy by”. A base política não parece ser tão sólida e o PSDB, principal aliado no momento, já crítica o Palácio do Planalto publicamente. A partir da próxima semana, caso Temer deixe o comando do país, só poderemos ter eleições indiretas.

No Brasil, conforme o art. 81, parágrafo 1o, da Constituição, “ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei.” A lei a que se refere a Constituição é a Lei nº 1.395/51, que estabelece o procedimento de eleição indireta do Presidente e Vice-Presidente da República, em seus artigos 1º a 6º. Historicamente, esta forma de eleição foi utilizada no Brasil oito vezes. Ou seja, não é algo novo.

Se indiretamente seja escolhido o novo presidente, o PSDB se coloca como o principal favorito. É nesta expectativa que 2017 começará em Brasília. Dificilmente no próximo ano a economia mostrará sinais de recuperação. Ou seja, a pressão contra a gestão Temer (o mais rejeitado governo democrático da história republicana no Brasil, segundo pesquisa recém divulgada) aumentará. Uma grande dúvida paira sobre o Plano Piloto: Michel Temer chegará até 2018 na presidência? Pelo visto, no campo político, 2017 não será diferente de 2016, infelizmente. Pior para o Brasil.

1 COMENTÁRIO

  1. Sei que foi golpe, porém, tenho que admitir que eleições há custo e ainda causa insegurança. Por questões de governabilidade prefiro esperar um “encuesta” normal, infelizmente!!!!

Deixe uma resposta