O poder das máquinas de publicidade na disputa pelo governo do Pará

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Os meses que antecedem a eleição de 2018 ao governo do Pará deverão ser os de maiores gastos de publicidade já realizados. As duas fontes que abastecem e fazem a festa dos veículos de comunicação são: governo do Pará e o ministério da Integração. O volume publicitário da gestão de Simão Jatene e das ações que Helder Barbalho realiza em solo paraense são impressionantes. A questão é que tudo isso é feito com recurso público, pelos respectivos orçamentos dessas instituições e validados pelos poderes legislativos de cada esfera.

Assim como todos os anos, a gestão tucana centraliza quase todos os volumes de verbas de propaganda para as Organizações Romulo Maiorana (ORM) e deixa algumas “migalhas” aos outros veículos. Helder foi mais democrático, o seu ministério espraiou os recursos publicitários, anunciando até na rival ORM.

No jornal Diário do Pará de hoje (28), no caderno Cidades, há uma página inteira dedicada as ações de Helder e Jader no Pará. Matéria assinada pela jornalista Luiza Mello que apresenta em manchete que pai e filho, juntos em 2017 descarregaram mais de 1,7 bilhão de reais de verbas federais em solo paraense. Na matéria mostra-se em detalhes a aplicação de recursos, as municipalidades atendidas e o empenho de cada ação.

Não é novidade que Helder está em campanha. Isso ocorre desde 2014, mas tornou-se intensa quando assumiu em 2016, o poderoso ministério da Integração Nacional. Jader também começou a se mover para se manter em Brasília. Não se sabe ainda se na Câmara Alta ou Baixa.

Já o Palácio dos Despachos também colocou o “bloco na rua”. Jatene tem três grandes objetivos políticos (dois pessoais, familiares): se eleger (sem a definição de cargo); eleger a filha Izabela deputada federal e manter o seu grupo político controlando o governo do Pará. Para isso, começou a deixar o seu confortável gabinete e ir para a rua. Apresentou diversas obras que serão entregues nos próximos meses, além do volumoso aumento (do já alto nível de propaganda dos governos tucanos, o que no Pará, tornou-se uma marca) da publicidade.

A tendência é aumentar o nível de publicidade nos próximos meses tanto do governo do Pará (com claro formato de inclusão nas peças do nome e imagem do deputado Márcio Miranda) quanto do ministério da Integração. Apesar de serem recursos autorizados, previstos; são públicos e consomem grande volume de recursos que poderiam serem usados em outras áreas mais necessitadas. Quem fez mais? Quem fará mais? Neste caso a pergunta mais adequada: quem gastará mais com publicidade? Crime eleitoral disfarçado? Imagina…

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