O “sinal vermelho” começa a ser ligado no clã dos Barbalho

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Conforme anunciado pelo blog há meses, o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho (MDB) começa a usar toda a artilharia de seu pomposo ministério em direção à Região Metropolitana de Belém (RMB). Desde 2016 quando assumiu uma das pastas mais importantes do Governo Federal, Helder vem direcionando o máximo de recursos e projetos para o solo paraense. A concentração de ações sempre ocorreu nas regiões sul, sudeste e oeste do Pará.

Na eleição de 2014, quando o ex-prefeito de Ananindeua disputou pela primeira vez o Palácio dos Despachos, venceu na esmagadora maioria os municípios nessas áreas. Perdeu no primeiro e no segundo turno na RMB. Belém e os municípios próximos tem o maior peso em qualquer disputa eleitoral ao governo do Pará. A concentração de eleitores em comparação com o restante do território paraense chega a ser desproporcional, mais do que o dobro.

Conforme já adiantado pelo blog, Helder deverá vencer a eleição novamente nas regiões sul, sudeste e oeste do Pará. A diferença deverá ser mais apertada em relação a 2014. Da mesma forma que deverá se repetir a derrota do emedebista na RMB. Essas questões parecem serem lógicas, mesmo sabendo-se que cada pleito têm suas particularidades e cenários novos.

Por isso, Helder e seus estrategistas políticos (em campanha, mas não se pode considerar tecnicamente isso) sabem que se faz necessário mudar a direção. Inverter a lógica, buscar investir nos “territórios perdidos”, ou seja, em Belém e seus arredores. A derrota ocorrerá, mas a estratégia é diminuí-la ao máximo, tornando-a menos decisiva do que foi em 2014. Não, por acaso, Helder tomou a dianteira sobre o macroprojeto de reestruturação do porto de Belém, além de novas ações em outras áreas históricas da capital. E outros investimentos vindos do Ministério da Integração deverão ocorrer em Belém. Outro enfoque do ministro paraense é no município ao lado, o segundo mais populoso do Pará, Ananindeua. Helder foi prefeito por dois mandatos e agora mostra as ações que realizou naquela municipalidade. Diversas peças publicitárias estão sendo feitas e planejadas para mostrar ao Pará o que foi realizado em suas duas gestões. Essa estratégia é a réplica aos ataques que o ministro vem recebendo em relação às suas duas gestões em Ananindeua. Esses ataques ocorreram em 2014, e deverão continuar em 2018.

O desafio de Helder Barbalho é ultrapassar a barreira dos 30% das intenções de voto nas próximas pesquisas, algo que o ministro paraense não vem conseguindo. Estacionou na referida margem mesmo estando indiretamente em campanha desde 2014. Helder só vencerá a disputa eleitoral em outubro se conseguir diminuir ao máximo que puder o seu alto índice de rejeição em Belém e nos municípios próximos. O ministro ainda lidera as pesquisas, acompanhando pelo retrovisor aproximação rápida do deputado Márcio Miranda. Sem crescer nas pesquisas, a situação de Helder já começa a ligar o sinal vermelho no clã dos Barbalho. 

2 COMENTÁRIOS

  1. Esse aí vai estacionar , se for para o segundo turno terá pouca vantagem do seu adversário principal.Lembrar que só dinheiro não ganha eleição a história também impulsiona, e a história dessa família e desse partido não anima ninguém.

    • Esse aí é prole daquele neandertal corrupto colega do Sarney; haja maranhense miserável para vir para a RMB para votar nele, e haja emprego para esses sujeitos nas lavanderias transvestidas de academias, supermercados, redes de farmácias… O investimento do neandertal pai vai ser grande, é até provável que muitos candidatos que disputarem o cargo de governador façam parte da turma dele…

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