Os diplomados e a narrativa da união

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Ontem, 18, no Centro de Convenções e Feiras da Amazônia – Hangar, em Belém, ocorreu a diplomação dos eleitos na última disputa eleitoral: deputados estaduais, federais, senadores e seus suplentes, além do governador e seu vice.

O discurso mais esperado foi o do novo chefe do Poder Executivo. Helder em sua fala fez o esperado. Discursou mantendo a linha da união, do apoio de todos. Cobrou dos parlamentares que possam – de fato – buscar a contemplação das demandas da sociedade. Brevemente apresentou o atual nível de gestão que o Estado do Pará se encontra e os desafios que terá como novo governador.

Helder sabe que a sua responsabilidade é muito grande, igualmente proporcional à expectativa criada em relação ao seu governo. Ele não pode errar, como bem frizou em seu discurso. O agora governador diplomado tem uma missão de ordem pessoal, e que virá ou não por inércia, a depender do desempenho de seu governo: resgatar politicamente o seu sobrenome, ainda muito estimatizado pelo passado.

Sem dúvida, Helder sabe que precisará muito de Brasília. Sua narrativa é correta pelo caminho da união, deixando de lado as diferenças políticas, partidárias e ideológicas. Sabe que haverá fissuras nessa relação, mas quer a todo custo construir uma agenda comum, de interesse do Pará. E seu discurso transfere corretamente essa questão aos parlamentares.

Os desafios serão enormes. A dinastia tucana de duas décadas, 16 anos ininterruptos, deixou um quadro social grave. Os índices que medem qualidade de vida, por exemplo, são lamentáveis. Caberá ao novo governador iniciar as mudanças em caminho ao desenvolvimento. Isso não ocorre da noite para o dia. É um processo lento, que, talvez, as mudanças práticas, sentidas no cotidiano, só poderão ocorrer em um segundo mandato.

O que Helder precisará fazer de imediato é promover um “choque de gestão”. Fomentar um novo ritmo a máquina pública. Descentralizá-la, instigar através de ações de governo e de parcerias com a iniciativa privada, investimentos levando em consideração as potencialidades e perfis regionais para que o desenvolvimento possa chegar às regiões paraenses, tornando, portanto, o Estado Presente, o chamamento que foi o mote da campanha, e que convenceu a maioria do eleitorado, que tornou Helder Barbalho governador.

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